A ALTIVEZ DO BRASIL NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Uma conversa oficial entre dois chefes de Estado deve ser o ato conclusivo de um processo de negociação. Foi o que já nos ensinava Tancredo Neves. Lula age corretamente ao não precipitar uma ligação telefônica para Donald Trump. Esse contato pessoal precisa ser precedido por entendimentos entre as autoridades responsáveis pelas relações diplomáticas dos dois países.
É de conhecimento geral que o presidente norte-americano tem por hábito adotar procedimentos humilhantes com seus interlocutores. Nesta semana, isso ocorreu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O mesmo já havia acontecido com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.
Lula tem se mostrado altivo, não submetendo o Brasil a práticas de subalternidade. Ele defende a nossa soberania e não admite que sejamos tratados como se fôssemos uma colônia do decadente império norte-americano.
As negociações precisam ocorrer de forma responsável, entre nações soberanas, em condições de respeito mútuo. O Brasil não é uma república de bananas. Tampouco pode se ajoelhar diante das ameaças de um líder político boquirroto, de aparência amalucada.
Nosso lema deve ser, de fato, “O Brasil acima de tudo”. Os falsos patriotas tentam associar essa expressão ao slogan da campanha de Trump — o famoso MAGA, “Make America Great Again” —, priorizando, na prática, os interesses dos Estados Unidos em detrimento dos nossos.
Rui Leitão

