MARIA SEM PECADO? (Parte 2)

Se pudéssemos voltar ao século I, no tempo dos apóstolos e da Igreja Cristã Primitiva, veríamos que não existia esse entendimento de Maria sem pecado, porque eles sabiam que todos pecaram e carecem de salvação. Agora, imagine se disséssemos para eles que muitos cultuam Maria porque entendem que ela não teve pecado. Eles ficariam muito surpresos com essa novidade. Como Maria era humana, ela herdou a natureza caída de Adão. E Maria reconhece a sua necessidade de redenção e se coloca na condição de criatura pecadora em seu cântico, o Magnificat, quando afirmou: “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador” Lc 1.46,47. Ninguém precisa de um Salvador se não estiver perdido. Maria confessa a sua condição decaída. Maria oferece o sacrifício de purificação, após o parto, conforme determinava a Lei de Moisés (Lc 2.22-24; Lv 12.6-8) que incluía uma oferta pelo pecado. O dogma criado pelo Papa Pio IX foi estabelecido muitos séculos depois e carece do respaldo das Escrituras Sagradas, que afirmam que “todos pecaram” (Rm 3.23). A única exceção é Jesus Cristo. Portanto, a luz da teologia bíblica, não há respaldo para afirmar que Maria nasceu isenta do pecado original. É preciso que fique bem claro que tudo o que foi dito, não é nenhum demérito para Maria, mãe de Jesus. Maria foi uma serva temente a Deus e fiel ao Senhor Jesus. Maria foi uma mulher santa, piedosa, bem-aventurada entre as mulheres, escolhida por Deus para ser a mãe do Seu Filho, Jesus Cristo, o Salvador da humanidade (Mt 1.21; At 4.12). Em suma, Maria, como mãe do Senhor Jesus, em sua natureza humana, deve ser honrada pela Cristandade, mas não adorada. Maria foi uma mulher extraordinária e está no céu na galeria dos fiéis, com os demais santos.

No amor de Cristo, José de Arimatéa M Lucena.

