Anvisa libera remédio em comprimidos para tratamento da obesidade
Nova apresentação oral da semaglutida deve ser tomada diariamente e teve eficácia avaliada em estudo que apontou perda média de peso superior a 13%

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (4), o registro do Wegovy em comprimidos, primeira apresentação oral da semaglutida autorizada para uso no Brasil. Até então, o medicamento estava disponível no país apenas na forma injetável.
A nova versão prevê administração diária, com aumento gradual da dosagem. O tratamento começa com 1,5 mg e passa por etapas de 4 mg e 9 mg, até alcançar a dose de manutenção de 25 mg.
O comprimido deve ser ingerido em jejum, com pequena quantidade de água. Após a administração, é necessário aguardar pelo menos 30 minutos antes de consumir alimentos, bebidas ou outros medicamentos.
O medicamento é indicado para adultos com obesidade ou sobrepeso associado a outras condições de saúde, como complemento à alimentação saudável e à prática de atividades físicas.
Estudo aponta perda média de peso superior a 13%
A aprovação da Anvisa teve como base os resultados do estudo clínico de fase 3 OASIS 4, que avaliou a eficácia da semaglutida oral de 25 mg em adultos com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades.
Ao longo de 64 semanas, os participantes que receberam o medicamento apresentaram perda média de peso superior a 13%. A pesquisa também identificou melhorias em indicadores relacionados à saúde cardiometabólica.
Segundo a Anvisa, a semaglutida atua na regulação do apetite e da ingestão alimentar, contribuindo para a redução do peso corporal.
Nova versão amplia opções de tratamento
De acordo com a agência reguladora, a apresentação em comprimidos oferece mais flexibilidade para pacientes e profissionais de saúde. A mudança também permite a transição entre as versões oral e injetável, quando houver indicação clínica e conforme as orientações da bula.
A obesidade é considerada uma doença crônica, progressiva e multifatorial. A condição está associada ao aumento do risco de problemas como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e apneia obstrutiva do sono.







