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Venezuela liberta 18 presos políticos em meio a cenário de transição

 Em um desdobramento que marca o início de 2026, o governo da Venezuela confirmou a libertação de 18 prisioneiros políticos, incluindo figuras de destaque da oposição e cidadãos estrangeiros. O anúncio, feito pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, foi descrito como um “gesto de paz” e ocorre poucos dias após mudanças drásticas na estrutura de poder do país.

​A Lista dos libertados

​Embora o governo fale em um “número significativo” de solturas, organizações de direitos humanos como o Foro Penal confirmaram a identidade de 18 indivíduos que já deixaram os centros de detenção (como o Helicoide e El Rodeo). Confira os principais nomes confirmados:

Nome

Perfil / Contexto

Rocío San Miguel

Ativista de direitos humanos e especialista militar (detida desde 2024).

Enrique Márquez

Ex-candidato presidencial que contestou os resultados de 2024.

Biagio Pilieri

Líder oposicionista e jornalista.

Andrés Martínez

Cidadão espanhol, preso durante tensões diplomáticas.

José María Basoa

Cidadão espanhol, detido sob acusação de conspiração.

Miguel Moreno Dapena

Jornalista espanhol que estava detido há mais de 200 dias.

Ernesto Gorbe Cardona

Cidadão espanhol libertado após negociações bilaterais.

Rafael Tudares

Genro do opositor Edmundo González.

Juan Pablo Guanipa

Ex-vice-presidente da Assembleia Nacional.

Contexto Político: A “porta giratória”

​As liberações acontecem sob um pano de fundo de extrema pressão internacional. Relatórios recentes indicam que as solturas visam acalmar as relações com o governo dos Estados Unidos e evitar novas ondas de sanções.

  • Ponto de Atenção: Apesar das 18 solturas confirmadas, ONGs alertam que ainda restam mais de 800 presos políticos no país.
  • Mediação: O governo venezuelano agradeceu publicamente a mediação de países como Brasil (governo Lula), Catar e a atuação do ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero.

​Próximos passos

​A expectativa das famílias que fazem vigília em frente à prisão de El Helicoide é que novas listas sejam divulgadas nos próximos dias. O regime também sinalizou o possível fechamento de centros de detenção emblemáticos como parte de uma reforma no sistema de inteligência.

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