Site aponta que grandes aliados de Lula estão esquecidos na Paraíba
Ricardo Coutinho, Pollyana Dutra e Frei Anastácio não foram contemplados ainda pelo governo Lula.

Assim que foi encerrado o pleito de 2022, que foram contabilizados os votos e confirmada a vitória do presidente Lula, deu-se início em todo o país à movimentação política para emplacar nomes de aliados, sobretudo aqueles que não obtiveram o mesmo êxito nas urnas, na gestão federal.
E na Paraíba não foi diferente. A corrida para encontrar o pote de ouro do fim do arco-íris, que chega em forma de nomeação no Diário Oficial da União, foi enorme, mas qual foi a frustração de alguns ao ver que no alto escalão nenhum nome paraibano foi coroado.
Os dois que estavam de olho em uma vaga, foram justamente candidatos da esquerda derrotados para o Senado: Pollyana Dutra (PSB) e Ricardo Coutinho (PT). Pollyanna é ex-prefeita de Pombal e ex-deputada estadual e para concorrer ao Senado abdicou da campanha de reeleição para a Assembleia Legislativa da Paraíba, porém sem êxito.
Ricardo Coutinho é ex-prefeito de João Pessoa, capital da Paraíba e ex-governador do estado. Mesmo inelegível, teve candidatura registrada pelo PT. Mas porque, mesmo contando com a parceria do presidente eleito Lula, os dois esquerdistas paraibanos não conquistaram uma vaga na gestão federal?
A resposta é simples: os dois estão enrolados em processos na justiça, o que também não é nada esdrúxulo no histórico do PT.
Outros aliados à deriva
- Ex-deputado federal Frei Anastácio. Foto: Agência Câmara
Mas ainda tem outro aliado de primeira hora que foi esquecido pelo governo Lula, na Paraíba, o ex-deputado federal Frei Anastácio ( PT) que não conseguiu a reeleição. Com um arcabouço de quatro mandatos de deputado estadual, um mandato de deputado federal, liderança com mais de 40 anos junto aos trabalhadores sem terra e da agricultura familiar, o ex-parlamentar não emplacou ninguém no governo Lula, até agora.
Há quem diga que se não fosse o governador da Paraíba, João Azevedo, ter acolhido o ex-deputado, como secretário de agricultura familiar, ele estaria sem nada. Até o nome que Frei Anastácio tentou emplacar no Incra/PB foi barrado.
Nos bastidores desse desprezo político estariam motivações por discordâncias internas do PT, desde as eleições para Prefeito de 2020, quando o Frei apoiou Anísio Maia, a contragosto da direção nacional que chegou a punir vários petistas paraibanos. Assim como aconteceu nas últimas eleições, quando o ex-deputado não apoiou Ricardo Coutinho para o Senado, nem teria seguido as orientações da presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffman.
Além de Frei Anastácio, lideranças como a engenheira Giucélia Figueiredo, Arimatéia França, Josenildo Feitosa, entre outros, tiveram que ser acolhidos pelo governo de Azevedo, porque lá da estrela do PT não saiu nada para eles, que também seguiram junto com Frei Anastácio na contramão dos chefões do PT. Outra reclamação dos aliados é em relação à demora do governo em substituir bolsonaristas por aliados, nos cargos federais nos Estados. Nesse caso, o governo Lula está agindo com cautela no tabuleiro político do seu terceiro mandato. Eles têm a missão de agradar “gregos e troianos” que ajudaram a derrotar Bolsonaro, e agora cobram espólios do governo que precisa deles para governar.
Mas, como dizem os analistas: esse é o verdadeiro PT, um partido com correntes internas que disputam espaços com unhas e dentes. Mas, depois das tempestades o barco acolhe a todos.
Fonte: Terrabrasil notícias, com BigPB



