QUEM ACEITA SUBORNO ESTÁ COLABORANDO PARA A ILEGALIDADE E A CORRUPÇÃO

Quando Deus criou o homem, à Sua imagem e à Sua semelhança, colocou nele atributos morais, os quais, fazem parte do caráter de Deus, á saber: amor, santidade, bondade, misericórdia, justiça, verdade, paciência, graça. Contudo, quando o homem pecou, esses atributos foram corrompidos e o homem ficou inclinado para o mal.
Deus estabeleceu ordenanças para que ele obedecesse e agisse dentro dos limites éticos e morais determinados por Deus, a fim de não transgredir os Seus mandamentos.
No tocante ao suborno, Deus foi muito explícito em sua proibição, quando disse: “Também suborno não tomarás, porque o suborno cega os que tem vista, e perverte as palavras dos justos” Ex 23.8. Salomão adverte que o suborno corrompe o coração (Ec 7.7).
É notório que o suborno corrompe o caráter da pessoa, distorce a justiça, desobedece as determinações divinas e leis humanas. Quem aceita suborno, está cometendo um crime e colaborando para a banalização da ilegalidade e da corrupção.
Deus ordenou o povo de Israel a colocar juízes e oficiais nas cidades na terra que o Senhor iria dar, para que julgassem o povo com justiça e advertiu: “Juízes e oficiais porás em todas as tuas cidades que o Senhor teu Deus te der entre as tribos para que julguem o povo com juízo de justiça. Não perverterás o direito, não farás acepção de pessoas nem aceitarás suborno, pois a corrupção cega até os olhos dos sábios juízes, e prejudica a causa dos justos. A justiça, somente a justiça seguirás” Dt 16.18-20.
Essa ordenança ainda está em vigor. Quem a contrariar, perverterá a justiça e a lei. O julgador não pode receber suborno para justificar o perverso e condenar o justo. A injustiça é abominável aos olhos de Deus. Estamos vivendo dias difíceis. Observamos casos em que a justiça está sendo vilipendiada. Há uma inversão de valores, onde determinados julgadores, que têm a nobre missão de fazer justiça, estão acatando petições esdrúxulas, soltando bandidos e negando petições de solturas de cidadãos de bem.
A Justiça com “J” maiúsculo que é justa, é desejável em todo lugar para que haja ordem e o caos não se estabeleça. Sabemos que há Juízes e juizes. Porém, quem age com parcialidade, mostra a sua incompatibilidade para ocupar cargo tão relevante, o qual exige imparcialidade em todas as decisões. Para quem age de forma parcial, a lei já não é mais dura lex sed lex.
Quando há justiça, o povo se alegra, mas na injustiça, o caos se instala. Contudo, esses julgadores injustos não ficarão impunes, logo virão as suas quedas, porque Deus é o Juiz de toda a terra e contempla os bons e os maus e, no tempo de Deus, cada um receberá a sua recompensa, colhendo aquilo que plantou.
No amor de Cristo, José de Arimatéa M Lucena

