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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS  – A Rua Beaurepaire Rohan ou Rua do Melão ou Rua Formosa

Sérgio Botelho – O anúncio de uma certa Movelaria Formosa, na edição de 13 de janeiro de 1928 do jornal A União, indica como seu endereço a Avenida Beaurepaire Rohan e informa, entre parênteses, ser a antiga Rua Formosa.
Por força da memória mais antiga do povo, contudo, também podia ser chamada de Rua do Melão. Formosa vem de sua abertura, em 1859, pelo governador Beaurepaire Rohan, com início no Quartel de Primeira Linha (atual Primeiro Batalhão da Polícia Militar da Paraíba), no rumo da atual Rua da República. Já no século XX é que passou a homenagear a autoridade que lhe deu contornos urbanos.
O espaço onde foi aberta fazia parte de um território de construções rudimentares e desalinhadas, sendo, em boa medida, um setor de feição rural e motivo de preocupação do poder público com respeito à insalubridade vigente.
Enfim, ao tempo em que foram construídos os prédios dos Correios e Telégrafos e o Grupo Escolar Antônio Pessoa, no correr da década de 1920, foi virando endereço de casas comerciais marcantes na vida econômica da cidade, configurando-se num espaço de comércio de varejo constante e massivo.
São exemplos de negócios que fizeram fama na Beaurepaire Rohan, além da Movelaria Formosa, já citada: a Padaria Águia de Ouro, a Sapataria Chile, as Lojas Brasileiras (famosas 4.400) e o Armazéns do Norte, uma das primeiras lojas de departamentos da cidade.
Também funcionaram no local a Casa Brasil, que atendia ao mundo da costura pessoense; a Casa Berta, que comercializava material de caça e pesca; o Gigante dos Tecidos, líder no setor; e até um Mercado Público, um dos primeiros da cidade.
Não raramente chamada pela abreviação B. Rohan, para facilitar a pronúncia francesa, segue como traçado urbano de singular importância na vida da cidade, ainda mantendo razoável comércio varejista, afora um intenso trânsito de veículos.
Sérgio Botelho é jornalista e escritor.

 

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