
Sérgio Botelho – Existe em João Pessoa uma obra franciscana de grande importância no contexto do catolicismo local: a Igreja de São José Operário, matriz da paróquia de Cruz Armas, ao sul de João Pessoa.
A Paróquia de São José Operário, padroeiro dos trabalhadores, foi criada em 8 de dezembro de 1959, se desligando da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, em Jaguaribe. Na época, o arcebispo da Paraíba era Dom Mário de Miranda Vilas-Boas (1959-1965).
A edificação da igreja havia sido concluída em 1954, no arcebispado de Dom Moisés Coelho (1935-1959), substituindo uma capelinha bem simples que existia no local, desde 1930. O terreno foi doado pela família Novaes, proprietária de terras no bairro.
A partir de sua criação, a Igreja de São José Operário promoveu festas, religiosas e profanas, prestigiadas por toda a cidade de João Pessoa. Uma delas, é a dedicada ao santo, que acontece a partir de 21 de abril, com encerramento em 01 de maio, Dia do Trabalho.
A outra, a Festa das Hortênsias, que não mais existe, mobilizava toda a cidade, especialmente na década de 1960, sendo a escolha da rainha o ápice do evento. A avenida Cruz das Armas e ruas adjacentes à igreja eram tomadas por barracas e parque de diversões.
Infelizmente, nos dias de hoje, não seria possível pensar no fechamento da avenida Cruz das Armas, e mesmo as adjacentes, para a realização de uma festa de rua desse porte. Portanto, foi-se o tempo da Festa das Hortênsias, e outras semelhantes, em João Pessoa.
Contudo, a Igreja de São José Operário continua firme, bela e imponente, sendo de grande significado histórico na evolução física e humana do populoso bairro de Cruz das Armas, um dos mais tradicionais da cidade.
Sérgio Botelho, jornalista, escritor e memorialista.





