PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS – Grande pintor paraibano
Sérgio Botelho – Seu quadro mais famoso virou a imagem oficial da Independência brasileira, perpetuando Dom Pedro I como o grande herói da ruptura entre Brasil e Portugal.
Oficialmente intitulada Independência ou Morte (O Grito do Ypiranga), a pintura, no acervo do Museu Paulista, é do artista paraibano Pedro Américo, que, aos nove anos de idade, já se mostrava notável como artista plástico.
É ele quem dá nome a uma das praças em que foi dividido o antigo Campo do Conselheiro Diogo Velho, em João Pessoa. Nela se encontra o Teatro Santa Roza, mais que centenário e marcante equipamento cultural pessoense.
Pintada em 1888, em Florença, na Itália, Independência ou Morte tem dimensões monumentais, com 4,15 metros de altura por 7,60 metros de largura.
Pedro Américo de Figueiredo e Melo nasceu em Areia, em 1843, e morreu em Florença, em 1905. Ficou mais conhecido como pintor histórico, mas também foi desenhista, caricaturista, professor, escritor, ensaísta, filósofo e político.
Na política, integrou, como deputado federal, a Assembleia Nacional Constituinte de 1890-1891, permanecendo na Câmara até dezembro de 1893.
Entre suas pinturas históricas, além de Independência ou Morte, estão Batalha do Avaí e Batalha de Campo Grande, que referenciam a Guerra do Paraguai; Fala do Trono, que mostra Dom Pedro II diante do Legislativo; e Tiradentes Esquartejado, obra de forte impacto emocional.
No campo das obras alegóricas e religiosas, destacam-se A Noite e os Gênios do Estudo e do Amor, Paz e Concórdia; A Carioca; Davi e Abisag; Judite e Olofernes; Joanna d’Arc; e Moisés e Jocabed.
Na escrita literária, ensaística, científica e histórica, aparecem títulos como La réforme de l’Académie des Beaux-Arts de Paris; La science et les systèmes; Hipótese relativa à causa do fenômeno chamado luz zodiacal; Discursos proferidos na Academia de Belas-Artes do Rio de Janeiro; Amor de esposo; Estudos filosóficos sobre as belas-artes na antiguidade; O brado do Ipiranga e a proclamação da independência do Brasil; O plágio; e Discursos parlamentares.
Sérgio Botelho é jornalista e escritor.


