PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS – Sobre a federalização da Universidade da Paraíba
Sérgio Botelho – Faço nova quebra na sequência de textos sobre o antigo Campo do Conselheiro Diogo Velho e seus arredores, para registrar um artigo do professor Wilson Guedes Marinho, docente aposentado da UFPB e antigo ocupante de diversas funções na instituição.
Participante ativo do processo de transformação da universidade paraibana (criada em 1955), para federal, o que aconteceu em 1960, Wilson presidia o diretório acadêmico da antiga Faculdade de Filosofia, no tempo das mobilizações em favor da federalização da universidade paraibana.
O documento foi distribuído pelo também professor aposentado da UFPB e ex-pró-Reitor, Mirabeau Dias, hoje empresário, cineasta e memorialista, em reunião da Confraria que leva o seu nome, e que por ele é conduzida, neste sábado, 25, em que Marinho era homenageado por seus 90 anos de idade.
Como meus textos obedecem aos limites do Instagram, o que me obriga a um exercício permanente de cortar palavras, vou resumir as informações históricas no texto de WM intitulado “O presidente JK e a UFPB”, publicado em A União 30 de julho de 2015.
Ao registrar a participação de outro líder estudantil de sua época, o depois médico Luiz Lindbergh Farias, então presidente da União Estadual dos Estudantes da Paraíba (UEEP), e do general José de Oliveira Leite, fundador da Escola de Engenharia, Marinho destaca a relevância do reitor e médico João Toscano Gonçalves de Medeiros. Foi dele a responsabilidade por um documento decisivo, que deu início ao esforço pela criação da UFPB.
O documento, um memorial, publicado em 8 de julho de 1958, em A União, “marcou o início de um processo de mobilização de lideranças políticas, empresariais, sociais e estudantis da Paraíba, em favor da consolidação da nossa única universidade”.
Marinho não esquece, evidentemente, dos definitivos papéis de José Américo de Almeida, do deputado Abelardo Jurema, líder da bancada paraibana, do governador Pedro Gondim, e do então presidente Juscelino Kubitschek, que assinou a lei.
Um justo preito aos nomes ali registrados.
Sérgio Botelho é jornalista e escritor


