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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS – Praia de Tambaú

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Sérgio Botelho – A praia de Tambaú, a mais icônica do litoral pessoense, reúne uma antiguidade indígena, uma transição como vila pesqueira, e uma contemporaneidade de forte vocação turística.

De origem tupi, Tambaú significa “rio das conchas”, lembrança da abundância de mariscos que cobria a faixa de areia no passado. A praia ainda exibe vestígios dessa fartura em recifes que abrigam moluscos e crustáceos.

Ela teve Santo Antônio como nome não indígena, em homenagem ao santo que segue como padroeiro local. A mudança de denominação nem apagou a reverência nem o vínculo com a tradição pesqueira

De água morna, como todas as suas vizinhas mais próximas ou mais afastadas, tem ainda faixa de areia clara, recifes que formam piscinas naturais, a poucos minutos de barco, e um calçadão largo. Tudo muito desfrutável.

Antes dos prédios altos e dos hotéis, o trecho era conhecido como Praia de Santo Antônio. No fim do século XIX havia, além das caiçaras e dos barcos de pescadores, e suas casas, sítios e currais de gado.

O cenário começou a mudar com a abertura da Avenida Epitácio Pessoa, nos anos 1950. A nova via acabou ligando o centro histórico, estimulando a extensão urbana da capital e sua consequente ocupação.

Em 1971, foi inaugurado o Hotel Tambaú, que terminou se transformando em marco da modernidade local e consolidou o bairro como núcleo turístico da cidade. Agora, o empreendimento vai passar por reforma completa.

Com a chegada de outras edifícios residenciais e comerciais, Tambaú virou espaço de uso misto. Hoje, concentra a maior parte dos hotéis, bares e centros de artesanato de João Pessoa, além de serviços voltados a moradores e visitantes.

A fama adquirida provoca movimento intenso, todo o tempo. O visitante descobre ali um encontro de natureza, cultura popular e infraestrutura contemporânea, quadro que faz da praia o símbolo mais reconhecido de João Pessoa.

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