Campina Grande além do São João: um guia do que fazer na Rainha da Borborema o ano todo
Quem vem à Campina Grande, terra do Maior São João do Mundo, pode não saber que a cidade vai muito além do Parque do Povo e dos festejos juninos. A Rainha da Borborema, como também é conhecida, respira cultura, arte, música e uma boa gastronomia.
Com cerca de 419 mil habitantes, conforme o último Censo do IBGE (2022), Campina Grande é o segundo maior município da Paraíba. Polo tecnológico, educacional e referência em geração de empregos na Paraíba, a cidade foi eleita a segunda melhor em qualidade de vida no Índice de Progresso Social (IPS) desenvolvido pelo Imazon.
Tudo isso faz da nossa terra um destino ideal para conhecer, se apaixonar, viver e nunca mais querer ir embora. Por esse motivo, separamos um guia de lugares que são essenciais para quem quer conhecer Campina Grande além do São João.
*Açude Velho*
Grande cartão postal da cidade, o Açude Velho foi construído onde ficava localizado o “Riacho das Piabas”, entre os anos de 1829 e 1831, após uma grande seca que assolou a região Nordeste em 1824 e se estendeu por quatro anos.
Inicialmente pensado para abastecer o município, teve sua função ressignificada após a chegada da água encanada. Hoje, o local é o coração da cidade, cercado por museus, parques, praças, cafés, bares e restaurantes e é palco do já consagrado “Natal Iluminado”, realizado pela prefeitura de Campina Grande. Além disso tudo, o lugar ainda nos presenteia com o pôr do sol mais bonito do planalto da Borborema.
*Museu Histórico de Campina Grande*
Inaugurado em 28 de janeiro de 1983 e administrado pela Secretaria de Cultura da prefeitura do município, o Museu Histórico funciona no prédio mais antigo da cidade, datado de 1814. O lugar, que já foi cadeia pública, estação de telégrafo e Casa da Câmara e do Senado, hoje abriga objetos e documentos que contam a história de Campina Grande e região.
O museu está localizado na avenida Avenida Marechal Floriano Peixoto, nº 825, Centro, e está aberto ao público de terça a sexta das 8h às 13h e aos sábados das 8h às 12h. A entrada é gratuita.
*Catedral de Nossa Senhora da Conceição*
A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição data do tempo da colonização da Vila Nova da Rainha (antigo nome de Campina Grande) e foi criada em 8 de dezembro de 1769, por meio de decreto do Bispo de Olinda Dom Francisco Xavier Aranha. Acompanhando o desenvolvimento da cidade, a Capela veio a se tornar Paróquia e posteriormente Catedral, com criação da Diocese da Igreja Católica Apostólica Romana, em 1949. A construção preserva uma arquitetura barroca e um acervo de artes sacras, sendo tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (IPHAEP).
*Museu do Algodão*
Contando a história da cidade a partir do ciclo do algodão, que foi um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento urbano e industrial de Campina Grande, o Museu do Algodão é gerenciado pela está localizado no prédio da antiga estação ferroviária da cidade, a Estação Velha, que data de 1907. Ele é gerido pela Secretaria de Cultura da prefeitura do município e possui um acervo rico em documentos, fotografias e objetos, como réplica de máquinas e outros utensílios, que fazem a conexão entre o ciclo do “Ouro Branco” (nome dado popularmente ao algodão) e o crescimento da Rainha da Borborema.
A Estação Velha está localizada na rua Benjamin Constant, s/n, Centro e é aberta ao público de terça a sábado das 8h às 16h. A entrada é gratuita.
*Feira Central*
Criada em 1826 quando o comerciante Baltazar Luna construiu um mercado na Avenida Floriano Peixoto e os feirantes ocuparam o entorno do prédio. A Feira Central de Campina Grande hoje ocupa setenta e cinco mil metros quadrados que vão desde a Rua Vila Nova da Rainha até a Avenida Canal e seguem movimentando a economia local.
O lugar mais cheio de vida da cidade fervilha música, moda, gastronomia e cultura, nos encantando com cheiros, cores e sabores maravilhosos. Em 2017 a Feira Central foi reconhecida como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan. Além dos espaços de comércio, o ambiente recebe manifestações culturais e é uma personagem frequente quando se pensa na história de Campina Grande.
*Museu de Artes Assis Chateaubriand (MAAC)*
Criado a partir da Campanha Nacional dos Museus Regionais, idealizada pelo jornalista e empresário paraibano Assis Chateaubriand, o Museu de Artes foi inaugurado em 20 de outubro de 1967. Pioneiro na exposição de artes plásticas na Paraíba, o acervo do MAAC foi montado sobretudo através de doações de grandes artistas, como o baiano Jorge Amado, e instituições públicas; hoje conta com mais de 500 peças que possibilitam a pesquisa da arte brasileira, sendo referência nesse quesito.
O museu funciona de segunda a sexta, das 8h às 12h e aos sábados de 9h às 12h e fica localizado na Avenida Marechal Floriano Peixoto, nº 718, Centro.
*Parque da Criança*
Idealizado como um ambiente para o lazer das crianças, o parque foi inaugurado em 12 de outubro de 1993, onde antes funcionava o Curtume dos Motta. O espaço conta com quadras poliesportivas, pistas de skate, ampla área verde, playground, banheiros e locais para realização de piqueniques, sendo muito procurado por famílias e pelos que desejam fazer exercícios.
*Monumento Pioneiros da Borborema*
Inaugurado em 1964, em comemoração ao centenário da cidade, o monumento de autoria do escultor pernambucano José Corbiniano Lins, é um dos pontos turísticos mais famosos de Campina Grande. As três estátuas, que ficam localizadas às margens do Açude Velho, próximas ao Parque da Criança, representam os personagens centrais da nossa história: o indígena, a catadora de algodão e o tropeiro e são um lembrete de onde viemos e como chegamos até aqui.
*Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP)*
Localizado às margens do Açude Velho, o Museu de Arte Popular da Paraíba, ou Museu dos Três Pandeiros, foi criado em 13 de dezembro de 2012 e destaca-se pela arquitetura futurista, sendo a última obra do famoso arquiteto Oscar Niemeyer concluída ainda em vida. Ele conta com três espaços (em formatos de pandeiro), que recebem exposições rotativas diferentes e independentes entre si, além de ser palco de diversos eventos de caráter cultural, como shows, peças e concursos artísticos.
O MAPP funciona de terça a sexta, das 10h às 19h e aos sábados e domingos das 14h às 19h e está localizado na Rua Dr. Severino Cruz, s/n, Centro. A entrada é gratuita.
*Vila do Artesão*
Como uma grande síntese da produção cultural material e imaterial nordestina, a Vila do artesão foi fundada em 2010, em Campina Grande, com o intuito de ser um centro de tradições regionais que alocaria diversos artesãos, dando-os um lugar fixo para produção e venda das obras.
A vila conta com 77 lojas e cerca de 300 artesãos, distribuídos em seis ruas com nomes de santos católicos. Algodão colorido, couro, pedra, madeiras, barro, tecido e cerâmica são apenas alguns dos materiais que compõem as peças expostas. Também é possível encontrar comidas regionais, cachaça, licores artesanais e muita música.
A vila do artesão funciona de terça a sábado, das 10h às 18h e aos domingos das 10h às 17h e fica localizada na Avenida Professor Almeida Barreto, s/n, São José. A entrada é gratuita.
*Parque Evaldo Cruz (Açude Novo)*
Construído como um açude em 1830 e posteriormente transformado em um parque, o Evaldo Cruz, também conhecido como Açude Novo, foi revitalizado pela prefeitura de Campina de Grande e entregue à população em 2024. O local conta com quadras poliesportivas, espaço para pets, equipamentos de ginástica, parquinho para crianças e o quadrilhódromo, que abriga quadrilhas juninas e outras manifestações culturais ao longo do ano. Em dezembro recebe o “Natal iluminado” e no período junino funciona como uma extensão do Parque do Povo.
*Museu de Arte e Ciência (MAC)*
Reinaugurado em 2024, o Museu de Arte e Ciência de Campina Grande, antigo Assis Chateaubriand, é um espaço super interativo que busca, a partir da tecnologia, trazer eventos e exposições que explorem arte, história, criatividade e inovação, tendo a cidade como um ambiente vivo que se transforma através do tempo, sem perder sua essência.
No momento, o espaço recebe a exposição “Fios”, que conta a história de Campina a partir dos fios de algodão, sendo uma experiência lúdica, acessível e imersiva. Ela estará disponível para visitação até o dia 31 de julho deste ano.
O MAC funciona de terça a domingo, das 10 às 18:30h, na Rua João Lélis, nº 581, Catolé. A entrada custa entre 10 e 20 reais.
Monumento Farra da Bodega
Obra do artista campinense Joás Pereira Passos, a escultura feita em bronze foi inaugurada em 2003 e homenageia Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga, dois ícones indiscutíveis da música nordestina. Visitada por turistas de todos os lugares, a obra retrata uma cena onde o “Rei do Baião” e o “Rei do Ritmo” garantem a animação em uma bodega. Ela fica localizada num giradouro próximo ao Açude Novo e ao Museu de Arte Popular da Paraíba.
*SESI Museu Digital*
Pensado para contar de forma imersiva a história do desenvolvimento social, econômico e humano de Campina Grande, o SESI Museu Digital foi inaugurado em 2017, às margens do Açude Velho. Nele o visitante tem experiências interativas e audiovisuais e digitais que provam que o passado, o presente e o futuro da nossa cidade são permeados pelo pioneirismo e pela inovação.
O museu funciona de segunda a quinta, das 9h às 20h e de sexta a domingo das 10h às 20h, na Rua Miguel Couto, nº 10. O ingresso custa 10 reais.
*Paróquia de Nossa Senhora do Rosário*
Apesar da sua construção atual se datar dos anos 1940, a história da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário (padroeira dos pretos) tem início na chegada da irmandade do Rosário, em 1793. O grupo chegou a possuir um templo no Centro, que foi demolido durante o processo de modernização da cidade, que exigiu reformas na Avenida Marechal Floriano Peixoto.
A atual Paróquia, localizada no bairro da Prata, foi construída com ajuda de devotos e enfrentou um incêndio criminoso em 1956, sendo recuperada em 1959, também com participação popular. Nestas obras, com forte protagonismo de pessoas pretas, a igreja ganhou os vitrais e o relógio da torre, assumindo a arquitetura que vemos hoje.
*Teatro Municipal Severino Cabral 1963*
Projetado pelo engenheiro Geraldino Duda e inaugurado em 1963, o Teatro Municipal Severino Cabral é um equipamento da Secretaria de Cultura da Prefeitura de Campina Grande. Em um formato que lembra um apito e simboliza o sopro da cultura, o espaço, que permanece moderno até hoje, já recebeu grandes nomes entre artistas locais, brasileiros e estrangeiros.
Acessível a todos os públicos, o teatro é casa de muitos espetáculos gratuitos que permitem à população estar próximo da cultura e da arte. Ele está localizado próximo ao Parque Evaldo Cruz, na Avenida Marechal Floriano Peixoto, s/n, Centro.
*Estádio O Amigão*
O Estádio Governador Ernani Sátyro, O Amigão, foi construído entre 1974 e 1975 e é a principal casa do futebol de Campina Grande. Com torcidas apaixonadas e vibrantes, Treze e Campinense dão cor e som às arquibancadas e levam o nome da cidade para o Brasil. O lugar é parada obrigatória para todos os amantes do futebol e fica localizado na Rua Vigário Calixto, nº 3230, Sandra Cavalcante.
E é claro que isso é só uma provinha de tudo de bom que temos na Rainha da Borborema. Para conferir estes e outros lugares incríveis é só vir nos visitar. Campina está de braços abertos o ano todo!
*Ministério da Cultura, Brahma, 7K, PicPay e Petrobras apresentam “O Maior São João do Mundo”*
Patrocínio: Porto, Natura, BB consórcios, Loterias Caixa, Bradesco, Proxxima, Will Bank, Ballantines, L’oréal Elseve, Sempre Livre, Brasil Gás, Assai, Seara, Primor, Matuta, Azul Linhas Aéreas, Baygon, Redepharma, Casas Bahia, Amvox, Energisa, Cremer, Sazon, São Bráz, Renner, Engov, Neosaldina, Beats, Indaiá, Pepsi, Esmaltec, Sunless, Sanavita, A&C, Sua Música, Familhão+Vybbe, BR Mania, Red Bull, Farinha Láctea Nestlé, Ministério do turismo e Sesc/Senac.
Realização: Arte Produções, Prefeitura municipal de Campina Grande e Governo Federal



