Exposição em homenagem aos 110 anos de Luiz Gonzaga é lançada n’O Maior São João do Mundo
Instalada no Parque Evaldo Cruz, mostra reúne acervo raro do Rei do Baião e passa a integrar a programação cultural da 43ª edição da festa até 5 de julho
A programação cultural da 43ª edição d’O Maior São João do Mundo ganhou uma novidade especial na noite desta quinta-feira (04) com o lançamento da exposição “Luiz Gonzaga – 110 Anos do Nascimento”, instalada no Parque Evaldo Cruz. A mostra celebra a trajetória e o legado do Rei do Baião por meio de uma experiência imersiva que reúne objetos históricos, fotografias, figurinos e outros itens curiosos que ajudam a contar a história de um dos maiores símbolos da cultura nordestina e brasileira. Com visitação gratuita até o dia 5 de julho, o espaço passa a integrar a programação cultural e turística da festa, ampliando as opções para os visitantes que desejam conhecer mais sobre as raízes do forró e da identidade do povo nordestino.
*Quem criou a exposição?*
Por trás da exposição está o pesquisador, colecionador e escritor paraibano Paulo Vanderley, considerado uma das maiores referências quando o assunto é a vida e a obra de Luiz Gonzaga. Natural de Piancó, na Paraíba, ele construiu uma trajetória marcada pela pesquisa, documentação e valorização da cultura nordestina, acumulando um acervo com mais de cinco mil itens relacionados ao Rei do Baião e ao universo cultural do Sertão. Ao longo das últimas décadas, atuou como consultor de importantes projetos, como o Museu Cais do Sertão, em Recife, além de participar de publicações, exposições e iniciativas voltadas à preservação da memória gonzagueana. A mostra agora em cartaz em Campina Grande é resultado desse trabalho de mais de três décadas e reúne parte desse rico material, transformando conhecimento histórico em uma experiência acessível e emocionante para o público.
Se a exposição impressiona os visitantes, o que mais chama atenção é a informação de que o público está vendo apenas uma pequena parte do acervo reunido por Paulo Vanderley ao longo de mais de três décadas. Segundo o pesquisador, os itens expostos representam cerca de 10% de tudo o que ele guarda. Entre os objetos mais raros estão discos que pertenceram à coleção pessoal de Luiz Gonzaga, um cartão bancário do artista, manuscritos, entrevistas originais e diversos documentos históricos. “Para mim, é difícil escolher uma peça mais importante. Cada objeto tem uma história e um valor sentimental muito grande”, conta.
A paixão de Paulo pelo Rei do Baião começou cedo e tem até um capítulo digno de documentário. Aos nove anos, quando morava em Exu, no Pernambuco, cidade natal de Gonzagão, ele teve a oportunidade de conviver com o artista por meio do trabalho do pai, que era gerente do Banco do Brasil e mantinha contato com o cantor. Foi nessa época que surgiu o interesse que o acompanharia por toda a vida. “Já são mais de 36 anos colecionando e pesquisando. É uma paixão que veio da infância e que só cresceu ao longo do tempo”, diz ele.
*De pai para filho*
Para Paulo Marcone, pai de Paulo Vanderley, a exposição também representa o reencontro com lembranças de uma convivência que marcou sua vida. Ex-gerente do Banco do Brasil em Exu, no Pernambuco, ele acompanhou de perto a rotina de Luiz Gonzaga quando o artista voltou a morar na cidade, no fim da década de 1980. “Uma das maiores experiências da minha vida foi conhecer e conviver com seu Luiz. Era uma pessoa simples, espontânea e que deixava ensinamentos em cada conversa”, relembra.
Ao ver o trabalho desenvolvido pelo filho ganhar espaço n’O Maior São João do Mundo, Marcone acredita que o acervo ajuda a manter viva a memória de um dos maiores símbolos da cultura nordestina. “O maior legado de Luiz Gonzaga foi retratar o Nordeste através da música. Quase 40 anos após sua partida, sua obra continua emocionando pessoas de todas as idades. O que Paulo faz é preservar essa história para que ela continue sendo conhecida pelas próximas gerações”, destaca.
*Inspiração para novas gerações*
Entre os visitantes da exposição na noite de lançamento estava Douglas Figueiredo, colecionador e admirador da obra de Luiz Gonzaga há mais de uma década. A paixão começou ainda na infância, quando ganhou do avô um disco de vinil do Rei do Baião. “A partir daí fui conhecendo mais a obra dele, colecionando itens e me apaixonando cada vez mais pela cultura gonzagueana”, conta. Hoje, além de reunir livros, vinis e réplicas de chapéus usados pelo artista, Douglas também contribui para preservar essa memória.
Uma das peças expostas na mostra, inclusive, foi disponibilizada por ele: uma réplica em couro de uma bolsa utilizada por Luiz Gonzaga em uma solenidade do Banco do Brasil nos anos 1980. Para Douglas, participar da exposição e conhecer pessoalmente Paulo Vanderley foi a realização de um sonho. “A palavra que define esse momento é gratidão. Luiz Gonzaga é um ícone da cultura nordestina e brasileira, e ver sua história sendo compartilhada dessa forma é emocionante. É importante que esse legado continue chegando às novas gerações”, destaca.
*Apoio à cultura em Campina Grande*
Para o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, a chegada da exposição reforça o compromisso d’O Maior São João do Mundo em valorizar não apenas a festa, mas também a história e a identidade cultural nordestina. Durante o lançamento, ele destacou que a edição deste ano já demonstra sinais de sucesso, seja pela estrutura montada, pela organização dos espaços ou pelas novas experiências oferecidas ao público. Entre elas, a mostra dedicada aos 110 anos de Luiz Gonzaga ocupa um lugar especial. “Receber essa exposição é uma honra. Luiz Gonzaga é uma das maiores referências da cultura nordestina e da música brasileira. O valor que ela agrega ao São João vai muito além dos objetos expostos; é um valor imaterial, que nos ajuda a compreender nossas origens e a preservar a nossa história”, afirmou.
O gestor também ressaltou que iniciativas como essa fortalecem o caráter cultural da festa e ampliam a experiência dos visitantes. Ao reunir memória, arte e tradição em um dos maiores eventos populares do país, a exposição convida o público a revisitar a trajetória de um artista que ajudou a levar a identidade do Nordeste para todo o Brasil e continua inspirando gerações.
A secretária de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Campina Grande, Tâmela Fama, destacou como essa iniciativa fortalece a diversidade da programação. “É uma oportunidade para quem já viveu essa história reviver momentos marcantes e para quem não viveu conhecer um pouco mais da nossa cultura”, afirmou. A secretária também ressaltou que a mostra permanecerá aberta durante todo o período da festa, ampliando as experiências oferecidas aos visitantes e reforçando o caráter cultural que faz do São João de Campina Grande uma referência nacional.
*Como visitar a exposição?*
Para quem deseja mergulhar nessa viagem pela história do forró, Paulo Vanderley faz o convite: a exposição segue aberta diariamente no Parque Evaldo Cruz, das 17h à meia-noite, reunindo memórias, curiosidades e relíquias que ajudam a contar a trajetória de um dos maiores nomes da cultura brasileira.
*Ministério da Cultura, Brahma, Betano e Petrobras apresentam “O Maior São João do Mundo”*
*Patrocínio:* BR Mania, Porto, Bradesco, Natura, Sempre Livre, Ballantine’s, Ifood, Proxxima, Redepharma, Salon Line, Primor, Seara, Alpargatas, Matuta, Azul, Indaiá, Brasil Gás, Quero, Assaí, Sazón, Carefree, O.B., BEATS, Pepsi e Ministério do Turismo e Sesc/Senac.
*Realização:* Arte Produções, Prefeitura Municipal de Campina Grande e Governo Federal Ministério da Cultura, Brahma e Betano apresentam “O Maior São João do Mundo”.
Patrocínio: BR Mania, Porto, Bradesco, Natura, Sempre Livre, Ballantine’s, Ifood, Proxxima, Redepharma, Salon Line, Primor, Seara, Alpargatas, Matuta, Azul, Indaiá, Brasil Gás, Quero, Assaí, Sazón, Carefree, O.B., BEATS, Pepsi e Ministério do Turismo e Sesc/Senac.
Realização: Arte Produções, Prefeitura Municipal de Campina Grande e Governo Federal



