Tradição e Resistência: Paraíba Celebra o Dia Nacional do Coco de Roda, da Ciranda e da Mazurca
Data reafirma a força cultural de matriz africana e indígena que ecoa nos quilombos, aldeias e periferias do estado.
O pisar forte na terra, o ritmo marcado pelo pandeiro e o verso tirado no improviso ganham destaque especial neste domingo (26), data em que se celebra o Dia Nacional do Coco de Roda, da Ciranda e da Mazurca. Mais do que uma manifestação artística, o dia simboliza a resistência viva e o pertencimento histórico de comunidades que mantêm a tradição acesa de geração em geração na Paraíba.
Fruto da profunda ancestralidade africana e indígena, o Coco de Roda e as danças de terreiro e de praia encontram no solo paraibano um de seus maiores berços e territórios de preservação.
Vozes da Ancestralidade nos Quilombos e Aldeias
Na Paraíba, o Coco de Roda transcende o palco: é vivência comunitária. A tradição se faz presente com força singular em territórios como:
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Quilombos do Agreste e Sertão: Comunidades como Caiana dos Crioulos (em Alagoa Grande) e Gurugi (em Conde) trazem no Coco de Roda um pilar de identidade e memória de seus antepassados.
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Litoral Norte Indígena: Nas aldeias potiguaras de Baía da Traição, Marcação e Rio Tinto, a dança se entremeara com os torés e rituais de celebração da terra.
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Periferias e Roda Urbana: Nas áreas urbanas de João Pessoa e Campina Grande, mestres e mestras populares ocupam praças e centros culturais, garantindo a formação de novos brincantes.
“O Coco não é apenas dança ou música, é a nossa história contada pelo corpo. Celebrar esse dia é dizer que a nossa cultura popular resiste e continua viva no peito do povo.”
O Desafio da Salvaguarda e Valorização
Apesar do reconhecimento nacional, mestres e brincantes destacam que a data serve também para cobrar políticas públicas de salvaguarda, apoio aos grupos tradicionais e inclusão contínua dos mestres populares nas grades de ensino e nos festivais do estado.
Com mestres centenários e jovens aprendizes dividindo a mesma roda, o Coco de Roda, a Ciranda e a Mazurca reafirmam que a identidade cultural da Paraíba segue firme, pulsando no ritmo do zabumba e na memória de sua gente.



