Programa Espaço Cultural tem tributo ao centenário de Canhoto da Paraíba
O programa Espaço Cultural desta quinta-feira (30) terá um tributo ao centenário de nascimento do violonista Canhoto da Paraíba. Com transmissão pela Rádio Tabajara FM (105,5), das 22h à meia-noite, a edição e apresentação do programa realizado pela Funesc são do jornalista e radialista Jãmarrí Nogueira.
Além das canções interpretadas pelo músico de Princesa Isabel, blocos também contarão com faixas que estão em discos que homenageiam o paraibano: ‘Visitando Canhoto da Paraíba’, de Fernando Caneca (lançado em 2004); e ‘Saudades de Princesa’, do Trio de Câmara Brasileiro (lançado em 2010).
O programa desta quinta-feira também alude ao Dia Nacional do Choro e terá um desdobramento na semana que vem (dia 7 de maio), quando a playlist terá artistas paraibanos da contemporânea cena do choro. O Espaço Cultural também tem transmissão pelo site da rádio Tabajara (https://radiotabajara.pb.gov.br/radio-ao-vivo/).
O programa Espaço Cultural do próximo dia 7 de maio, apresentado pelo jornalista Jãmarrí Nogueira, terá canções de artistas e bandas importantes para a cena do choro na Paraíba, como Oitavas no Choro, Sanbred Trio, Duduta e seu Regional, Pé de Choro e Manoel Cirne, além de Radegundis Feitosa e Sivuca.
Canhoto da Paraíba – Francisco Soares de Araújo – conhecido como Chico Soares e, mais ainda, como Canhoto da Paraíba – nasceu em Princesa Isabel, no sertão paraibano. Filho de violonista e neto de clarinetista, começou a tocar violão aos 12 anos. Como era canhoto, inverteu a forma de tocar (sem inverter as cordas). Autodidata, era um prodígio! Também tocava cavaquinho e bandolim.
Dirigiu por cinco anos seu primeiro regional na Rádio Tabajara, em João Pessoa, acompanhando músicos e cantores locais, além de grandes nomes nacionais em excursão pelo Nordeste. Passou a viver em Recife (PE), a partir de 1958. Lá, criou o Clube do Choro e gravou seu primeiro disco em 1968, participando regularmente de programas na Rádio Jornal do Comércio e se apresentando em shows locais.
Após lançar o disco, fez uma excursão ao Rio de Janeiro onde, hospedado na casa de Jacob do Bandolim por cerca de duas semanas, conviveu e tocou com Pixinguinha, Radamés Gnattali, Tia Amélia, Dilermando Reis e Paulinho da Viola. Em 1971, Paulinho dedicou a Canhoto o choro ‘Abraçando Chico Soares’. Seu disco ‘O violão brasileiro tocado pelo avesso’, de 1977, é conhecido também como ‘Canhoto a mais de mil’.
Com uma obra formada por choros, valsas e temas de natureza nordestina, Canhoto é autor de cerca de 70 composições, todas elas instrumentais. Entre elas, ‘Com mais de mil’, ‘Tua imagem’ e ‘Visitando o Recife’ são as mais gravadas. Canhoto da Paraíba faleceu em 2008, 10 anos após sofrer um AVC que o impediu de tocar o violão.



