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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS – O prédio dos Correios e Telégrafos

Na foto, o prédio dos Correios, quando ainda em construção.

Sérgio Botelho – Às vésperas de completar 100 anos, o que ocorrerá em janeiro do ano vindouro, 2027, o prédio dos Correios e Telégrafos permanece como uma das arquiteturas mais marcantes na área do antigo Campo do Conselheiro Diogo Velho, hoje correspondendo às praças Pedro Américo e Aristides Lobo.
Financiado pelo governo federal, o projeto teve execução lenta: iniciado em 1921, durante o governo de Epitácio Pessoa, só foi concluído em 1927, já sob a presidência de Washington Luís. De acordo com o Memória João Pessoa, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPB, as obras chegaram a ser interrompidas em agosto de 1924, no governo Arthur Bernardes, por dificuldades financeiras.
O edifício possui planta em forma de U, com a frente voltada para a Praça Pedro Américo e os fundos para a Rua Riachuelo. Ocupa todo o quarteirão, delimitado também pelas ruas Desembargador Feitosa Ventura (leste) e Beaurepaire Rohan (oeste).
Embora destinado originalmente aos Correios, o prédio abrigou diversas instituições: o Tribunal de Contas da União, a Contadoria Seccional do Ministério da Fazenda, a Fiscalização de Portos, Rios e Canais, o DNOCS (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) e a Inspetoria de Fomento Agrícola.
Ainda segundo o Memória João Pessoa, apenas em 1969 os serviços dos Correios passaram a ocupar integralmente o edifício. Mais tarde, com a ativação de um Centro Operacional no bairro do Cristo Redentor, o prédio foi adaptado para funcionar como Paço Municipal, encontrando-se atualmente em reforma.
Desde 1980, o edifício é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (IPHAEP).

Sérgio Botelho é jornalista e escritor

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