PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS – A Paraíba e a Guerra do Paraguai
Sérgio Botelho – O dia 23 de junho de 1865 tem relevância para a Polícia Militar da Paraíba. Foi nessa data que um contingente de 210 soldados e oficiais da Força Pública embarcou para o Rio de Janeiro com a missão de lutar na Guerra do Paraguai.
Os soldados da milícia estadual ocuparam o Forte de Santa Catarina, em Cabedelo, a partir do mês de abril daquele ano, à espera do embarque. O relato é do coronel João Batista, no site A Briosa, alimentado por ele, em meio a essa e outras passagens da história da PM paraibana.
Antes disso, quem ocupou a histórica fortaleza de Cabedelo foram os militares da 1ª Linha (o Exército Imperial), juntamente com a Guarda Nacional (criada em 1831), contando ao todo 361 homens, que também seguiam para o teatro da guerra.
O detalhe é que o deslocamento da Força esvaziou o setor de segurança pública paraibano, provocando a criação de um Corpo Policial Provisório para suprir a perda, de acordo com as informações do site da PM.
A Guerra do Paraguai foi encerrada em 1870, e o registro do que aconteceu com muitos dos paraibanos é escasso. Parte retornou ao estado, e até se reintegrou à Força Pública, mas outra não calculada ou morreu ou decidiu permanecer no Rio de Janeiro.
O que se sabe é que no final da luta o Brasil perdeu 50 mil homens e ficou devendo os tubos para bancos ingleses, embora tenha garantido o direito à navegação no Rio Paraguai e terras que hoje pertencem ao Mato Grosso do Sul. O Paraguai perdeu em torno de 70% de sua população.
(Foto: Batalha do Avaí, de Pedro Américo, 1877. Óleo sobre tela. Museu Nacional de Belas Artes. Rio de Janeiro).
Sérgio Botelho, jornalista, escritor e memorialista, escreve diariamente textos, de apelo histórico, sobre a Paraíba, com veiculação nas redes sociais.



