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Grande João Pessoa: O rastro de destruição e a corrida pela reconstrução após as chuvas

Os acumulados de chuvas ultrapassaram os 310 mm em um intervalo de menos de uma semana.

A Região Metropolitana de João Pessoa vive dias de intensa apreensão e mobilização após ser atingida por um dos maiores volumes de chuva registrados nos últimos anos. Com acumulados que ultrapassaram os 310 mm em um intervalo de menos de uma semana, o cenário é de recuperação lenta e trabalho redobrado das equipes de socorro. Embora o sol tenha começado a aparecer timidamente em alguns pontos, o solo encharcado e o nível dos rios ainda mantêm milhares de paraibanos em situação de vulnerabilidade.

Para este domingo(3), o Inmetro prevê pancadas de chuvas isoladas. Mas, a previsão para terça-feira (5) é de chuvas fortes na capital paraibana e muitas outras cidades.

Até agora, oito cidade já decretaram situação de emergência: Conde, Bayeux, Santa Rita, Rio Tinto, Massaranduba, Lagoa Seca, Itatuba e Ingá. O governo da Paraíba, Lucas Ribeiro,  decretou situação de emergência por 180 dias na rodovia PB-036, entre o município de Alhandra e o entroncamento com a PB-008.

O recuo das águas e o cenário nas comunidades

O escoamento das águas tem ocorrido de forma desigual na capital e nas cidades vizinhas. Enquanto as principais vias expressas de João Pessoa já apresentam condições de trafegabilidade, o cenário nas comunidades ribeirinhas e áreas de baixa altitude é bem diferente. O transbordamento do Rio Gramame e do Rio Jaguaribe ainda mantém comunidades como o Engenho Velho e a São Rafael sob monitoramento constante. A principal preocupação das autoridades agora, além dos alagamentos, é o risco de deslizamentos em barreiras, que permanecem instáveis devido ao excesso de umidade.

Resposta imediata: Prefeitura de João Pessoa e Governo do Estado

Diante da crise, a Prefeitura de João Pessoa ativou um comitê de crise unindo Defesa Civil e secretarias operacionais. A prioridade tem sido o acolhimento de famílias desabrigadas, que foram encaminhadas para ginásios municipais, e a assistência em saúde para evitar surtos de doenças veiculadas pela água. Paralelamente, o Governo da Paraíba decretou estado de emergência em diversos municípios, facilitando o fluxo de recursos para a reconstrução de estradas e pontes danificadas pelo estado. O governador também coordena junto ao Governo Federal a liberação de kits de ajuda humanitária e verbas para obras de infraestrutura urgentes. Na capita, mais de 40 pessoas estão em abrigos provisórios.  Fazem parte de16 famílias da Comunidade Engenho Velho, em Gramame.

O drama nas cidades vizinhas: Bayeux e Santa Rita

O impacto das chuvas foi severo em Bayeux, que hoje concentra o maior número de pessoas afetadas na região metropolitana, com cerca de 12 mil moradores sofrendo os efeitos das inundações. Em Santa Rita, o monitoramento é rigoroso nos bairros próximos aos afluentes do Rio Paraíba, onde o lodo e os entulhos deixados pela enxurrada dificultam o retorno das famílias às suas casas. Em ambas as cidades, prefeituras trabalham na limpeza urbana e no levantamento dos prejuízos para solicitar auxílio financeiro complementar.

Isolamento e emergência no Conde e em Rio Tinto

No litoral sul, o município do Conde decretou emergência por seis meses após pontes e acessos às áreas turísticas serem comprometidos por erosões. Já em Rio Tinto, no litoral norte, o desafio é o isolamento: comunidades rurais ficaram sem acesso terrestre, exigindo que o Corpo de Bombeiros utilize barcos para levar cestas básicas e medicamentos. O sistema de abastecimento de água em toda a região também passa por reparos, após as estações elevatórias serem inundadas, afetando a rotina de milhares de consumidores que aguardam a normalização do serviço.

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