BRASIL

Endividamento e inadimplência voltam a ter queda no Brasil

O endividamento e a inadimplência voltaram a cair em novembro e registraram os menores patamares em mais de um ano, na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No estudo, divulgado nesta segunda-feira, 4, pela CNC, a par- cela de famílias que se declararam endividadas ficou em 76,6% nomês passado, inferior a de outubro (76,9%) e de novembro do ano passado (78,9%).

Foi a menor fatia para esse dado desde janeiro de 2022 (76,1%). No caso de endividados com dévotos em atraso, a parcela foi de 29% em novembro, também abaixô de outubro (29,7%) e de novembro do ano passado (30,3%). Nesse caso, foi a menor proporção desde junho de 2022 (28,5%). Melhores condições na economia e continuidade do programa Desenrrola do governo federal de renegociação de dívidas, levaram ao resultado, segundo Felipe Tavares, economista-chefe da CNC e responsável pela pesquisa.

Também houve melhora no indicador de endividados inadimplentes, sem condição de quitar seus débitos. A fatia de pesquisados nessa categoria fivou em 12,5%, em novembro, infeitor à de outubro desse ano (13%), mas acima de novembro do ano passado (10,9%).

Para Tavares, o destaque ficou com a evolução positiva na pesquisa das famílias de renda mais baixa. Essas mostraram maior recuo na parcela de endividados e de inadimplentes, em novembro ante outubro.
Na pesquisa, a parcela de endívida dos com renda até três salários mínimos mensais ficou em 77,5% em novembro, abaixo de outubro (78,7%) e de novembro do ano passado (80,2%). No caso de três a cinco salários mímimos de renda mensal, a fatia ficou em 76,9%, em novembro. Essa proporção também foi inferior a de outubro (77,2%) e de novembro (80,3%).

No caso de endividados com débitos em atraso, a parcela na faixa de renda até três salários mínimos mensais foi de 36,6%, abaixo de outubro (37,7%) e de novembro do ano passado (39,3%). Na faixa de renda entre três e cinco salários mínimos, a parcela foi de 26%, abaixo de outubro (26,8%) e de novembro de 2022 (27,3%).
“O que se destaca é que os meLoures resultados estão concentrados nas famílias de menor renda”, disse. “Isso mostra indício de que programa Desenrola propos- to pelo governo está começando a surtir efeito nas camadas mais baixas [de renda]”, completou.

“Se essa perspectiva continuar, nos próximos meses a gente vai continuar com uma acentuação da saída de inadimplência das família”, disse. “E, com isso, o varejo nacional e os outros setores produtivos podem se beneficiar com uma nova reativação do consumo das famílias na economia brasileira”, afirmou.

Fonte: Valor A5

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