A torcida alvinegra preparou uma grande festa nas arquibancadas, com mosaico e fumaça nas cores do clube. Dono da partida, o Botafogo pouco alterou o comportamento que vem apresentando neste Brasileiro. O time de Cláudio Caçapa adiantava suas linhas e ocupava o campo do Vasco, que dava muito espaço na intermediária. Tiquinho, Luis Henrique e Júnior Santos conseguiam tabelar e fazer ultrapassagens com certa facilidade.
Foi pelos corredores e pelo alto que apareceram as melhores chances do primeiro tempo: uma cabeçada de Tiquinho tirada por Léo Jardim com a ponta dos dedos. Júnior Santos também chegou muito perto no jogo aéreo. O camisa 9, muito festejado pela partida, ainda chegou perto de fazer um golaço de voleio já nos minutos finais da primeira etapa.
Permeado por chuva e ventania persistentes, o jogo não viu o ritmo diminuir e ficou marcado por nervosismo problemas físicos. O Botafogo perdeu Rafael, que deixou o campo muito abalado para a entrada de Di Plácido, enquanto o Vasco viu Robson sentir e dar lugar a Manuel Capasso.
Acuado, o Vasco de William Batista (em seu segundo jogo no comando interino) tentava sair nos contra-ataques, mas esbarrava na ausência de Jair, que qualifica muito a saída de bola do cruz-maltino. Alex Teixeira, Orellano e Figueiredo, os mais acionados em profundidade, erravam nos passes e na movimentação. O melhor momento do cruz-maltino veio também em pressão no jogo aéreo, nos últimos 15 minutos de primeiro tempo.
Na segunda etapa, o Botafogo voltou fulminante, tomou conta da bola e martelou o rival até sair na frente com Luis Henrique. O gol e as alterações promovidas pelos dois interinos equilibraram a partida, que ficou mais física. O cruz-maltino chegou perto de empatar com Teixeira, em seu último ato na partida, mas voltou a pecar na tomada de decisões. Enquanto isso, um Botafogo muito mais lúcido do que queria fazer em campo assustava pelo volume de jogo.
No fim da partida, a chuva apertou enquanto o Vasco tentava uma pressão final, mas quem acabou marcando foi o Botafogo. A festa, com muito merecimento, foi dos donos da casa.