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HILOMAR ARAÚJO

Crônica de Sábado –  Do Collor ao TikTok: da indecisão ao voto!


Reprodução

Em 1989 foi Collor x Lula, e 120 milhões de pessoas ficaram paradas na sala. Collor tirou o “dossiê” do bolso e Lula não soube rebater na hora. Naquele dia nasceu a ideia de que eleição se ganha ou se perde em 2 horas ao vivo.
Depois vieram outros: FHC mostrando os gráficos, Serra gaguejando, Dilma sendo questionada. Bolsonaro, em 2018, nem foi, e mesmo assim virou pauta jornalística.
Porque o debate sempre foi isso: o único lugar onde todos os candidatos são obrigados a se olhar no olho, sem assessor, sem edição e sem corte. Ao vivo e a cores.
Agora chegamos em 2026, e os púlpitos estão cheios. Lula precisa provar gestão e fôlego, e aos 80, cada minuto em pé é desgastante. Flávio Bolsonaro precisa provar que carrega o sobrenome sem o pai e que consegue sair da sombra. Ronaldo Caiado e Romeu Zema precisam sair do Sul e Sudeste para virar nome nacional, e o debate é a grande vitrine para quem vem de trás.
Só que há um detalhe novo nesse cenário: o que decide hoje é o corte de 15 segundos, a frase que vira meme, o grito que vira print de imediato.
Em 1989 o Brasil parava para ver. Em 2026, vai parar para compartilhar na internet.

“Um bom debate pode definir
em quem você vai votar”.

Hilomar Araújo : .

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