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Câncer: sinais de alerta que nunca devem ser ignorados

Ilustração

Com cerca de 781 mil novos casos de câncer estimados por ano no Brasil entre 2026 e 2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença se consolida como um dos maiores desafios para a saúde pública brasileira e se aproxima das doenças cardiovasculares como principal causa de morte no país. Em João Pessoa, o Hospital São Vicente de Paulo, uma das referências em oncologia pelo SUS, alerta para a importância de reconhecer os sinais que o corpo apresenta e procurar avaliação médica sempre que os sintomas persistirem.
De acordo com o oncologista clínico do Hospital São Vicente de Paulo, Dr. Igor Lemos, embora a maioria dos sintomas não esteja relacionada ao câncer, alguns sinais exigem investigação quando permanecem por mais de duas a quatro semanas ou fogem do padrão habitual. “Nosso corpo costuma dar sinais quando algo não está bem. A maioria desses sintomas não significa câncer, mas, quando persistem, precisam ser investigados. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura e permite tratamentos menos agressivos”, explica.
Entre os principais sinais de alerta estão a perda de peso sem causa aparente, dores persistentes, caroços ou nódulos que aumentam de tamanho, sangramentos sem explicação, feridas que não cicatrizam e alterações na pele, como manchas que mudam de cor, formato ou espessura. Tosse persistente, rouquidão, dificuldade para engolir e mudanças no funcionamento do intestino ou da bexiga também merecem atenção, principalmente quando não melhoram com o tratamento habitual.
Outro sintoma que pode indicar a necessidade de investigação é o cansaço intenso e contínuo, especialmente quando surge sem uma causa evidente e está associado a outros sinais clínicos.
Segundo o especialista, um dos maiores desafios para o diagnóstico precoce ainda é o atraso na procura por atendimento. Muitas pessoas atribuem os sintomas ao envelhecimento, ao estresse ou recorrem apenas à automedicação, adiando a consulta por medo de descobrir uma doença mais grave.
“O principal recado é não ignorar sintomas persistentes. Na maioria das vezes eles não serão câncer, mas somente uma avaliação médica pode esclarecer isso. Procurar atendimento cedo é um ato de cuidado consigo mesmo e pode fazer toda a diferença no sucesso do tratamento”, reforça o oncologista.
Ao perceber qualquer um desses sinais, a orientação é procurar inicialmente um clínico geral ou um médico da Atenção Primária à Saúde. Caberá ao profissional realizar a avaliação inicial, solicitar os exames necessários e encaminhar o paciente ao especialista quando houver indicação.

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