Alta do dólar e impactos climáticos pressionam projeções da inflação para 2027 e 2028
Mercado financeiro monitora desdobramentos macroeconômicos pós-período eleitoral; combinação de câmbio valorizado e efeitos do El Niño eleva alerta dos analistas.
As atenções do mercado financeiro e de investidores continuam totalmente voltadas para a evolução do cenário macroeconômico brasileiro. Com o encerramento do período eleitoral, as atenções se concentram na trajetória da inflação e nos fatores de risco que passam a pressionar as estimativas oficiais para os anos de 2027 e 2028.
Entre as principais preocupações dos analistas estão a recente escalada do dólar frente ao real e os desdobramentos climáticos atrelados ao fenômeno El Niño, dois vetores que atuam diretamente sobre os preços ao consumidor e a cadeia produtiva.
Dólar aquecido e repasse para os preços
A valorização sustentada da moeda americana em relação ao real eleva o custo de insumos importados, combustíveis e commodities agrícolas no mercado interno. Esse movimento de pass-through (repasse cambial) tende a impactar diretamente o encadeamento de preços no varejo, gerando um efeito dominó que dificulta a ancoragem das expectativas de inflação a médio e longo prazo.





