Democracia e Soberania: o chamado da História
A democracia e a soberania nacional precisam ocupar o primeiro plano nas eleições deste ano. Essa deve ser a maior motivação de todo brasileiro que possui consciência política, responsabilidade cívica e um verdadeiro sentimento de amor à pátria.
O ideal seria que esse não fosse o eixo central do debate eleitoral. O Brasil enfrenta inúmeros desafios internos, na economia, na saúde, na educação, na segurança pública e no desenvolvimento social, que mereceriam concentrar a atenção dos candidatos e dos eleitores. É sobre esses temas que, em circunstâncias normais, deveria girar a disputa pela Presidência da República e pela composição do Congresso Nacional.
Entretanto, o cenário político trouxe para o centro da discussão uma questão que transcende as divergências ideológicas: a defesa da soberania nacional. Muitos brasileiros interpretam determinados posicionamentos e propostas como sinais de uma crescente aproximação ou alinhamento aos interesses dos Estados Unidos, levantando preocupações sobre a preservação da autonomia do país. Para esses cidadãos, as evidências são apresentadas de forma cada vez mais explícita, sem qualquer constrangimento.
É nesse contexto que esta eleição assume um significado histórico. Para quem compartilha dessa leitura, trata-se de reafirmar que o Brasil deve permanecer senhor do seu próprio destino, conduzindo suas escolhas de forma livre e independente, sem qualquer relação de submissão política ou econômica a potências estrangeiras.
A hora exige vigilância, resistência e participação democrática. Caberá ao eleitor, por meio do voto soberano, decidir qual projeto considera mais capaz de preservar a democracia, a independência nacional e os interesses permanentes do Brasil.
Rui Leitão


