Após uma estreia frustrante com empate diante do Marrocos, a Seleção Brasileira respondeu em grande estilo. Na noite desta sexta-feira (19), a equipe comandada por Carlo Ancelotti dominou completamente o primeiro tempo e venceu o Haiti por 3 a 0, no Lincoln Financial Field, em Filadélfia. Dois gols da vitória foram marcados pelo paraibano Matheus Cunha, e um por Vinicius Júnior.
Com o triunfo, o Brasil chegou aos 4 pontos e assumiu a liderança isolada do Grupo C devido ao saldo de gols (+3 contra +1 do Marrocos, que venceu a Escócia por 1 a 0). O Haiti, por sua vez, segue sem pontuar e é a primeira seleção eliminada matematicamente desta edição da Copa do Mundo de 2026.
O Jogo: Pressão avassaladora resolve na etapa inicial
O Brasil entrou em campo com uma postura agressiva e linhas altas, sufocando a saída caribenha. Aos 11 minutos, Raphinha chegou a balançar as redes após grande passe de Bruno Guimarães, mas o lance foi anulado por impedimento.
A insistência deu resultado aos 22 minutos: Vini Jr. fez jogada individual e bateu firme. No rebote do goleiro Johny Placide, a bola bateu em Matheus Cunha e entrou. Inspirado, o camisa 9 ampliou aos 36 minutos, aproveitando jogada de velocidade puxada por Vini Jr. para soltar uma pancada de perna esquerda no canto. Nos acréscimos da primeira etapa, Lucas Paquetá descolou um lindo lançamento para Vinicius Júnior, que limpou a marcação e fez o terceiro.
No segundo tempo, o Brasil diminuiu drasticamente o ritmo e passou a administrar o resultado físico. Ancelotti aproveitou para rodar o elenco, promovendo as entradas de jovens como Endrick (que teve um gol anulado por impedimento) e Rayan, além de dar descanso aos titulares. O Haiti tentou se soltar na reta final e somou suas únicas finalizações do confronto, mas parou em defesas seguras de Alisson.
Análise de desempenho da Seleção Brasileira
O confronto contra o Haiti serviu perfeitamente para expor as maiores virtudes ofensivas do modelo de jogo de Carlo Ancelotti, servindo como uma excelente resposta tática após o tropeço na estreia.
- Poder de Transição e Velocidade: O Brasil castigou o bloco defensivo haitiano explorando as costas dos defensores. A velocidade de Vinicius Júnior e os ataques ao espaço feitos por Matheus Cunha ditaram o ritmo do primeiro tempo.
- Organização no Meio-Campo: Lucas Paquetá e Bruno Guimarães controlaram as ações territoriais. Paquetá, em especial, foi o grande articulador do time, distribuindo passes verticais importantes, incluindo a assistência para o terceiro gol.
- Ajuste de Referência com Matheus Cunha: Diferente da estreia, em que Igor Thiago teve dificuldades, Matheus Cunha entregou a mobilidade e o faro de gol que o jogo pedia, consolidando-se como peça-chave do ataque.
- Pontos de Atenção: Na segunda etapa, com o ritmo mais lento, a equipe cedeu alguns espaços na transição defensiva para um adversário frágil. Contra ataques de maior calibre técnico (como França ou Inglaterra), o sistema defensivo precisará ser mais compacto e veloz nos retornos. Além disso, Raphinha deixou o campo lesionado no primeiro tempo, o que pode abrir espaço definitivo para Rayan ou Gabriel Martinelli.
Projeção para os próximos jogos
Cenário do Grupo C
Após duas rodadas disputadas, a configuração da chave coloca o Brasil em situação favorável, mas que ainda exige atenção para garantir a primeira colocação.
|
Posição |
Seleção |
Pontos |
Saldo de Gols |
|---|---|---|---|
|
1º |
Brasil |
4 |
+3 |
|
2º |
Marrocos |
4 |
+1 |
|
3º |
Escócia |
3 |
0 |
|
4º |
Haiti |
0 |
-4 |
Próximo Confronto: Brasil x Escócia
O Brasil fecha a sua participação na fase de grupos na próxima quarta-feira, 24 de junho, às 19h (horário de Brasília), enfrentando a Escócia no Hard Rock Stadium, em Miami.
- O que o Brasil precisa: Uma vitória simples garante a classificação e muito provavelmente o primeiro lugar do grupo (a menos que o Marrocos goleie o Haiti por uma diferença absurda que tire a vantagem do saldo de gols brasileiro). Um empate também classifica a Seleção, mas deixa a liderança vulnerável ao resultado de Marrocos.
- Expectativa tática: A Escócia tem um estilo de jogo muito físico, defensivamente superior ao Haiti e perigoso nas bolas paradas. O Brasil precisará manter a circulação rápida de bola vista no primeiro tempo de hoje para furar o bloqueio europeu, além de redobrar o cuidado com os contra-ataques comandados pelo meio-campo escocês.



