STJ nega novo pedido de liberdade para Hytalo Santos e marido
Ministro do STJ considerou que a prisão deve ser mantida como forma de resguardar a ordem pública e evitar novos crimes.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta terça-feira (30), manter a prisão do influenciador Hytalo Santos e do marido dele, Israel Nata Vicente, ao analisar um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. Esta é a segunda vez que o STJ nega a liberdade do casal.
A nova decisão foi tomada pelo ministro relator Rogério Schietti Cruz. Para o magistrado, a prisão deve ser mantida como forma de resguardar a ordem pública e evitar novos crimes.
No documento, Schietti destacou que condições como ser réu primário, possuir residência fixa ou exercer atividade lícita não são suficientes para afastar a prisão preventiva quando existem elementos concretos que a justifiquem.
O relator ainda determinou que a Justiça da Paraíba envie informações e cópias das decisões que sustentaram a prisão preventiva. Além disso, determinou que a defesa apresente uma atualização do andamento da ação penal, incluindo as decisões já proferidas em pedidos anteriores de revogação da prisão.
Hytalo Santos e marido foram presos em São Paulo no dia 15 de agosto. Depois, foram transferidos para o Presídio do Róger, onde estão presos desde o dia 28 do mesmo mês. Ambos são investigados por tráfico de pessoas e exploração de menores por conta da produção de conteúdos para as redes sociais com a presença de menores de idade.
Antes do pedido de liberação ter sido julgado pela Câmara do Tribunal de Justiça, inicialmente uma juíza de plantão negou a soltura e, posteriormente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) também indeferiu a liberdade do casal, após recurso. Também foi negado, nas duas oportunidades, o relaxamento da prisão e substituição para medidas cautelares.
Hytalo Santos e marido viraram réus por produção de conteúdo pornográfico com adolescentes
Essa decisão determinou o desmembramento do processo, de forma que outros três crimes relacionados à exploração sexual e imputados aos investigados devem ser analisados pela Vara Criminal do município.
Portal G1 Pb



