BRASIL

Após aumentar impostos, governo quer mudar política e dividendos da Petrobras; mercado reage mal

    O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates — Foto: Adriano Machado/Reuters

 

Depois da volta parcial da cobrança de tributos sobre gasolina e etanol, o governo quer mudar as regras de distribuição de dividendos e ajustar a política de preços da Petrobras.

Dividendos são os lucros da empresa distribuídos a seus acionistas.

O objetivo é evitar altas elevadas de preços da estatal e garantir mais investimentos em transição energética. As medidas foram discutidas nesta semana pelo presidente Lula com ministros no Palácio do Planalto.

As propostas, no entanto, foram mal recebidas pelo mercado, porque geram dúvidas sobre como será a política de distribuição de dividendos da estatal, o que pode afastar investidores em ações da petroleira.

Ou seja, as mudanças podem acabar derrubando o valor da empresa na Bolsa de Valores. Além disso, há um temor de volta da política adotada no governo Dilma Rousseff, quando os preços foram segurados artificialmente, gerando prejuízos para a estatal.

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, tem garantido a investidores que não tomará nenhuma medida que represente uma intervenção na administração da empresa e vai assegurar rentabilidade para a petroleira, preservando resultados.

Ele tem dito que eventuais ajustes na política de preços não irão dar prejuízo para a empresa.

No caso da distribuição de dividendos, o presidente da estatal afirma também que nada será feito para prejudicar os acionistas privados da empresa.

No Palácio do Planalto, porém, o recado já foi dado, é preciso investir mais e não repetir o modelo do governo Bolsonaro, quando boa parte dos lucros acabou sendo distribuída para os acionistas, com o objetivo de reforçar o caixa do Tesouro Nacional.

No caso da reoneração de tributos sobre gasolina e etanol, a decisão de Lula teve um olho na economia, ao evitar enfraquecer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Mas o presidente buscou principalmente evitar mais turbulências neste início de mandato ao reonerar parcialmente a gasolina e manter diesel e gás de cozinha sem cobrança de tributos federais.

G1

 

 

 

 

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