porque será um grande desafio ajudarmos os governos estadual e municipal fazerem com que ele volte a ter vida”. Ele também lembrou: “Muitos centros, por causa da pandemia, não conseguiram reabrir e nós temos que dizer à gestão que um recomeço é necessário e preciso. E pra isso é importante que a CMJP possa apresentar alternativas no dia a dia e também no Plano Diretor”. Milanez respondeu que seu mandato não votará o Plano sem que haja documentação necessária para tal.
Movimentações para tratar da “cracolândia de Tambaú”
Em pronunciamento, Milanez Neto ainda relatou visitas ao Comando Geral da Polícia Militar, à Secretaria de Desenvolvimento Social e ao padre Egidio, a fim de pensar em uma solução para a “cracolândia de Tambaú”. Ele disse que também quer se encontrar com procurador-geral de Justiça do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Antônio Hortêncio, para conduzir a discussão. “A gente vem tratando esse tema há aproximadamente um ano e a cada dia que passa só vemos o agravamento daquela região. Infelizmente, não estamos conseguindo ainda sair do discurso para a prática”, disse.
O Coronel Sobreira (MDB) afirmou que todos os prefeitos do Brasil deveriam conhecer a cracolândia de São Paulo a fim de não permitir que algo semelhante aconteça nas demais cidades. “Não é fácil para um governo do estado ou prefeitura resolverem isso. Não é um problema simples”. E pediu que representantes federais, deputados e senadores, trabalhassem o tema através da legislação.
Já a vereadora Eliza Virgínia (PP) comentou: “Conversando com algumas pessoas que usam aquele espaço, disseram que um dos motivos que levam à perseverança deles naqueles locais é que são alimentados, não só com o crack, cocaína, mas com comida. A gente tem que saber até que ponto esse gesto está piorando a vida dessas pessoas? Precisa haver uma reunião para ver como podemos trabalhar. Temos que ajudar as pessoas, sim, mas também temos que tirá-las do tráfico”.
Milanez, então, concluiu: “A gente consegue vencer esse problema se tiver vontade política, coragem e se a sociedade estiver do nosso lado”.



