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Polícia Civil deflagra segunda fase de ação contra receptação e crimes patrimoniais em João Pessoa

A Polícia Civil da Paraíba, por meio da 1ª Superintendência Regional de Polícia Civil (SRPC) e da Delegacia de Roubos e Furtos de João Pessoa (DRF-JP), deflagrou, na manhã desta quarta-feira (22), a segunda fase da Operação Alcance, com o objetivo de combater a receptação e reduzir a incidência de crimes patrimoniais na Capital. A ação contou com o apoio da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) e resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão em estabelecimentos comerciais do tipo sucata, localizados no bairro São José.

A operação integra uma estratégia permanente de enfrentamento aos crimes de roubo, furto e receptação registrados, principalmente, no bairro de Manaíra e regiões adjacentes. As investigações apontaram que grande parte dos objetos subtraídos era comercializada em sucatas da Capital, alimentando a cadeia econômica dos crimes patrimoniais. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Regional das Garantias, após representação da Polícia Civil.

Durante as diligências, uma mulher, proprietária de uma das sucatas fiscalizadas, foi presa em flagrante pelo crime de receptação qualificada. Também foram recuperados diversos bens de origem ilícita, avaliados em mais de R$ 100 mil. Entre os objetos apreendidos estão duas bicicletas de alto valor, 13 aparelhos celulares, incluindo dois iPhones Pro Max, cinco televisores, condensadores e evaporadores de aparelhos de ar-condicionado, oito baterias automotivas, um iPad, um notebook, joias em prata, além de três baterias estacionárias pertencentes a estações de telecomunicações, uma balança digital de grande porte e uma peça de revestimento de hidrômetro furtada de um estabelecimento comercial às margens da BR-230.

As investigações também constataram que, pelo menos, duas das sucatas alvos da operação já haviam sido fiscalizadas em ações anteriores da Delegacia de Roubos e Furtos, evidenciando a reiteração da atividade criminosa. Além do crime de receptação qualificada, parte das condutas investigadas pode configurar o delito de atentado contra a segurança ou o funcionamento de serviço de utilidade pública, previsto no artigo 265 do Código Penal, uma vez que a subtração de equipamentos utilizados em sistemas de abastecimento de água, energia elétrica e telecomunicações compromete serviços essenciais à população.

Segundo o delegado superintendente da 1ª SRPC Cristiano Santana, o combate à receptação é uma das principais estratégias para reduzir os crimes patrimoniais. “A receptação é o elo que sustenta economicamente os furtos e roubos. Quando a Polícia Civil identifica e responsabiliza quem adquire produtos de origem criminosa, enfraquece toda a cadeia financeira dessas práticas delituosas. Sem quem compre, o crime perde seu principal incentivo”, destacou.

A Polícia Civil da Paraíba segue intensificando as ações de repressão qualificada aos crimes patrimoniais, reforçando o compromisso com a responsabilização dos envolvidos, a recuperação de bens subtraídos e a promoção da segurança da população paraibana.

 

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