COLUNASÉRGIO BOTELHO

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS – Sobre a presença franciscana na Paraíba

Sérgio Botelho – Nos últimos dias, me ocupei em transcrever observações feitas pelo pesquisador paulistano de múltiplas vertentes culturais, Mário de Andrade, por ocasião da visita que realizou à Paraíba, em 1929. Os textos se fixam mais especificamente em suas elegias à beleza original do conjunto franciscano.
Afinal de contas, sempre importa saber o que os de fora pensam ou pensavam sobre nossos próprios orgulhos. Ainda mais, uma figura da estatura de Mário de Andrade, até hoje, uma das maiores expressões do mundo intelectual brasileiro.
Agora, para quem deseja conhecer mais detalhes sobre a história da chegada dos seguidores de São Francisco de Assis à cidade, e de sua obra, é indispensável ler “A Presença dos Franciscanos na Paraíba Através do Convento de Santo Antônio”, da historiadora Glauce Maria Navarro Burity, secretária-geral do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IFGP), do qual passou a fazer parte em 1988.
A obra, originalmente uma dissertação de Mestrado em História, foi apresentada, em 1984, na Universidade Federal de Pernambuco. O trabalho acadêmico foi orientado pelo renomado professor e historiador Armando Souto Maior (1926-2006).
A dissertação, sempre citada por pesquisadores sobre a história franciscana na Paraíba e no Brasil, virou livro, cuja primeira edição aconteceu em 1988, por meio da editora Bloch, Rio de Janeiro. Em 2008, nova edição, agora pela Gráfica JB, em João Pessoa.
A importância da obra tem relação direta com a dos franciscanos na Paraíba, aqui chegados ainda no final da década de 1580, a primeira de existência da atual cidade de João Pessoa, na época chamada Filipéia de Nossa Senhora das Neves.
A construção da igreja e do convento de Santo Antônio, realizada pelos franciscanos, resultou em um dos primeiros prédios de maior porte da cidade. A partir de 1634, o conjunto foi transformado pelos holandeses em quartel-general das forças invasoras, ali permanecendo até que foram expulsos, em 1654.
Tudo isso consta do livro da professora Glauce Burity. Daí, sua reconhecida relevância.

Sérgio Botelho  – Jornalista e escritor

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