PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS – Antônio Alfredo da Gama e Melo

Sérgio Botelho – A data de 10 de abril assinala a morte de uma das mais importantes figuras do final do Império e do início da República na história da Paraíba.
Falo de Antônio Alfredo da Gama e Melo, que foi vice-presidente e presidente da província em mais de uma ocasião, além de presidente do estado entre 1896 e 1900, já ligado ao grupo político de Álvaro Machado.
Foi ainda senador da República, entre 1903 e 1908, ano em que faleceu na Cidade da Parahyba, atual João Pessoa, numa sexta-feira, como hoje. Na capital paraibana ele nasceu, em 1849, e foi criado.
Também exerceu funções administrativas como inspetor da Alfândega, inspetor do Tesouro e diretor da Instrução Pública, o que lembra a função de Secretário de Educação, hoje.
Em sua formação intelectual, ele não foi apenas um bacharel formado na Faculdade de Direito do Recife. Lecionou latim e retórica no Lyceu Paraibano, a mesma área em que seu pai atuara, e chegou a dirigir o estabelecimento.
Isso ajuda a entender um traço recorrente de sua imagem pública, consolidada na história como a de homem da cultura, professor e orador, e não apenas a de chefe político.
É preciso também anotar sua presença no jornalismo. O CPDOC registra que ele colaborou com o Jornal do Comércio, do Rio de Janeiro, e fundou o jornal A República, na Paraíba. Mas fez parte, também, do primeiro grupo de Redação de A União.
Antônio Alfredo da Gama e Melo consta na lista dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano-IHGP, a mais antiga instituição cultural da Paraíba, em atividade, fundada em 7 de setembro de 1905.
Ainda no campo intelectual, Gama e Melo é patrono de uma das cadeiras da Academia Paraibana de Letras-APL. Também é homenageado com o nome de uma das ruas mais tradicionais do Centro Histórico, no Varadouro.
Sérgio Botelho é jornalista e escritor



