PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS – A Lagoa do Parque Sólon de Lucena
Sérgio Botelho – Começo o texto de hoje explicando a foto que utilizo para ilustrá-lo, que aprimorei em resolução, nitidez e cor, por meio de Inteligência Artificial. Nâo ficou uma maravilha de foto, mas melhorou bastante.
Ela mostra um grupo de detentos trabalhando no embelezamento da Lagoa do Parque Sólon de Lucena, que homenageia o governador que promoveu as mudanças mais significativas no local.
Sólon de Lucena governou a Paraíba entre 1920 e 1924, período em que o país foi governado pelo paraibano Epitácio Pessoa, entre 1919 e 1922, circunstância que lhe possibilitou maior atenção do governo federal.
Como também havia um bom dinheiro circulando no estado por conta do mercado do algodão, ele conseguiu realizar obras de melhoramento importantes na cidade, como foi o caso da Lagoa.
O trabalho de Solon de Lucena foi o de iniciar sua urbanização, vinculando saneamento e embelezamento, e lançar as bases para que o antigo brejo se tornasse um dos principais marcos urbanos e simbólicos de João Pessoa.
Até o início do século XX, o local era chamado de Lagoa dos Irerês, por causa de marrecos assobiadores que habitavam a área. Era um espaço bastante inóspito, que dificultava muito a expansão da cidade em direção ao leste.
Quem salvou a Lagoa de um aterramento que chegou a ser pensado foi o engenheiro Saturnino de Brito, autor do projeto de saneamento da cidade, elaborado na década de 1910, incluindo em sua proposta a contenção e a drenagem de suas águas.
Já na década de 1930, mais precisamente entre 1935 e 1940, no governo do campinense Argemiro de Figueiredo, ocorreu a efetiva urbanização do espaço, já pensado como área de lazer e passeio público.
Então, a Lagoa foi mais claramente integrada à dinâmica urbana da capital, transformando-se num dos cartões postais mais singulares da cidade
Sérgio Botelho é jornalista e escritor



