Operação calcula que prejuízo causado por esquema de fraudes em aposentadorias na PB ultrapassam R$ 126 milhões
Onze associações e entidades são investigadas por participação em um esquema de descontos ilegais em benefícios previdenciários, que teria causado um prejuízo superior a R$ 126 milhões, segundo o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). A segunda fase da Operação Retomada foi deflagrada nesta sexta-feira (16), com o cumprimento de seis mandados judiciais contra suspeitos de envolvimento nas fraudes.
De acordo com o Gaeco, mais de 230 ações coletivas foram ajuizadas na Paraíba por essas instituições, impactando mais de 100 mil aposentados e pensionistas em todo o país. O nome das instituições e entidades suspeitas não foi divulgado.
A Operação Retomada investiga o envolvimento de associações suspeitas de aplicar descontos indevidos em benefícios previdenciários, sem autorização das vítimas.
Segundo o Gaeco, as investigações indicam a participação de um servidor do Poder Judiciário da Paraíba e de advogados na captação de nomes para figurarem como associados de entidades constituídas de forma fraudulenta.
Nesta segunda fase, os mandados judiciais foram cumpridos nas cidades de João Pessoa, Cabedelo, Sapé e no estado de São Paulo. A Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Civil também participam da ação.
Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), até o momento, a Operação Retomada não tem relação com a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal, que também apura descontos indevidos em aposentadorias. O órgão afirmou que as fraudes investigadas na Paraíba ocorreram em contextos distintos, envolvendo a manipulação prévia de decisões judiciais.
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