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O véu do templo judaico separava o lugar Santo do lugar Santistíssimo. Neste lugar, Deus aparecia numa nuvem. O povo ficava afastado desses dois lugares. Quem se atrevesse a entrar no lugar Santíssimo era fulminado; porque Deus é Santo e nada impuro tem acesso a Sua presença.
Em todo o mundo, apenas o sumo-sacerdote judeu podia passar pelo véu, e somente uma vez por ano, em dia marcado, para sacrificar um animal e, com o seu sangue, fazer a expiação do pecado do povo. Porém, antes de entrar no lugar santíssimo, o sumo sacerdote oferecia holocausto a Deus pelos seus pecados, porque se entrasse em pecado no lugar Santíssimo, cairia morto. O sumo sacerdote entrava no lugar santíssimo com uma corda amarrada ao corpo, porque, se morresse lá dentro, seria puxado, porque se alguém entrasse para tirá-lo também morreria.
Não obstante o ritual da expiação, o sangue do animal era insuficiente para expiar definitivamente o pecado. Por essa razão, todo ano se repetia a cerimônia de expiação do pecado do povo. Essa prática já apontava para o sacrifício de Jesus Cristo, o cordeiro de Deus (Jo 1.29) que derramou o Seu sangue na cruz do calvário para expiar definitivamente o pecado da raça humana.
Quando Jesus morreu, o véu que separava o lugar Santo do lugar Santíssimo rasgou-se de alto a baixo, significando que, doravante, o caminho de acesso a Deus fora aberto para todo aquele que crer em Seu nome, porque tem os pecados expiados e, por isso, tem acesso a Deus, o que no passado era exclusivo do sumo sacerdote israelita.
Existem muitos líderes religiosos que tem milhões de seguidores, mas nenhum pode expiar pecado e nem conduzir alguém a Deus. Jesus é o Deus Filho que tem poder para perdoar pecado e levar quem crer nEle a presença de Deus (Jo 14.6).
O sacrifício de Jesus aniquilou o efeito condenatório do pecado e efetuou uma eterna redenção, sem mais necessidade de repetição de sacrifícios, porque Jesus levou sobre Si o castigo pelo pecado da humanidade, para que o homem pudesse ser salvo.
O escritor aos Hebreus esclarece a insuficiência do sangue dos animais e a suficiência do sangue de Cristo, para expiação do pecado. Ele diz: “Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção” Hb 9.11,12.
A morte de Jesus era necessária para que o véu da separação fosse removido, a fim de que todo aquele que crê nEle tenha o pecado expiado e acesso a Deus. Veja o que diz Hebreus 10.19,20: “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne”.
A fé em Jesus é a única maneira de alguém ter os pecados cancelados. É ilusão pensar que as boas obras salvam. Se isto fosse verdade, Deus não enviaria o Seu Filho, Jesus, para morrer em vão, já que o homem poderia salvar a si mesmo.
Portanto, saiba que quem crê em Jesus tem os pecados perdoados e irá para o céu depois da morte física. E, quem rejeita-Lo, não terá os pecados perdoados e, por isso, não terá acesso a presença de Deus e ficará banido de Sua presença por toda a eternidade.

No amor de Cristo, José de Arimatéa M Lucena