NÃO COMETA ADULTÉRIO ESPIRITUAL
A Bíblia ensina que o adultério espiritual é uma traição a Deus, assim como um cônjuge é infiel ao outro. Isso acontece quando se prioriza alguém ou algo em relação a Deus. Assim, quem busca outros deuses ou ídolos, prazeres mundanos, riqueza, poder, devoção a santos, em detrimento ao Deus verdadeiro está cometendo adultério espiritual.
Deus deve estar em primeiro lugar em nossa vida. Jesus ordenou: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento” Mt 22.37.
Deus escolheu Israel para dar testemunho ao mundo de Sua justiça e de ser Ele o Criador de tudo o que existe. E ordenou: “Não terás outros deuses diante de mim” Ex 20.3. Deus exige adoração exclusiva. Havia uma relação entre Deus e Israel como um casamento. Deus era o marido Fiel, mas Israel falhou e procurou deuses pagãos, cometendo adultério espiritual, traindo o seu Deus. Israel sofreu as consequências e sofreu nas mãos dos seus inimigos, até culminar com os cativeiros assírio e babilônico.
Deus fez uma nova Aliança em Jesus, Seu Filho, e criou um novo povo, formado por verdadeiros adoradores, que O adorem em espírito e em verdade (Jo 4.23,24). Contudo, no Cristianismo, muitos cristãos cometem adultério espiritual, ao recorrerem aos santos que morreram, pedindo-lhes ajuda.
A partir do IV século, a Igreja Cristã começou a se afastar do evangelho do Senhor Jesus, com a introdução de doutrinas que contrariavam as Escrituras. No ano 431, o Concílio de Éfeso aprovou que Jesus era a única pessoa com duas naturezas inseparáveis: a divina e a humana. Jesus era verdadeiro Deus e verdadeiro homem, unidos, de forma inseparável, em uma única Pessoa. Aconteceu, porém, que alguns teólogos baseados na natureza divina de Jesus, deduziram que, se Jesus é Deus, então Maria é mãe de Deus. A partir de então, se iniciou a adoração a Maria, que a igreja romana chama de hiperdulia. Maria foi colocada como mediadora dos homens, porque numa festa de casamento, em Caná da Galileia, faltou vinho. Maria levou o problema para Jesus que transformou água em vinho e, resolveu o problema. A ideia é: qual é o filho que não atende ao pedido de sua mãe? Então, deve-se pedir a Maria, que pedirá ao Filho e Ele atenderá.
No ano 993, instituíram a canonização dos santos. A primeira canonização oficial que ocorreu, foi a de São Úlrico de Augsburgo, pelo Papa João XV. *Maria e os santos não podem substituir Jesus na mediação. Paulo ensina: “Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” 1 Tm 2.5. Veja o ensino de Jesus, quanto a quem devemos pedir e em nome de quem: “Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar”* Jo 16.23.
O que se vê na prática são muitos cristãos devotos, de boa-fé, fazendo as suas petições aos santos e não para Deus. Maria e os santos estão no céu e, como humanos, não ouvem as petições e nada podem fazer, porque não são oniscientes. Caso eles pudessem ouvir, ficariam tristes porque deixaram de pedir ao Criador para pedirem a criatura, cometendo adultério espiritual.
O cristão é um pequeno Cristo e, como tal, deve ter conhecimento da Palavra de Deus, porque ela liberta. Jesus disse: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” Jo 8.32. Jesus ordena conhecer as Escrituras. Ele diz: “Errais não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” Mt 22.29. Paulo exorta o cristão a ter conhecimento da Bíblia, ao dizer: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” 2 Tm 2.15.
Portanto, leia a Palavra de Deus, medite nela, veja a sua literalidade, tenha pleno conhecimento, tire as suas conclusões e tenha clareza do que é adultério espiritual. Que o Espírito Santo lhe ilumine e lhe abençoe.
No amor de Cristo, José de Arimatéa M Lucena

