POLÍTICA

Mulheres vítimas de violência têm 3,8 vezes mais chances de desenvolver depressão

Dados de um estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) revelam um cenário preocupante no Brasil: mulheres vítimas de violência têm 3,8 vezes mais chances de desenvolver depressão do que aquelas que não passaram por esse tipo de agressão. A estimativa aponta que uma em cada três mulheres que sofreram violência apresenta sintomas depressivos, evidenciando a relação direta entre a violência e o adoecimento mental feminino.

Diante dessa realidade, e dentro das ações do Janeiro Branco, mês dedicado à conscientização e aos cuidados com a saúde mental, a deputada estadual Camila Toscano (PSDB) reforça seu compromisso com a pauta e defende um debate mais amplo sobre a saúde mental das mulheres, especialmente daquelas que são vítimas de violência. A parlamentar destaca a necessidade de políticas públicas efetivas de diagnóstico precoce, tratamento contínuo e acolhimento psicológico, tanto na rede pública quanto na privada de saúde na Paraíba.

Entre as iniciativas da deputada, destaca-se a Lei 11.388/19, que cria a Política de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome da Depressão no Estado. A legislação tem como objetivo detectar a doença ou indícios de seu surgimento, prevenindo complicações mais graves. A lei também prevê a realização de pesquisas para o diagnóstico precoce, ações educativas e a integração de esforços para reduzir os impactos da depressão na população.

Para a deputada, o Janeiro Branco também precisa lançar luz sobre a saúde mental das mulheres vítimas de violência e promover ações específicas de cuidado para esse público. Camila defende a criação e o fortalecimento de uma rede de atendimento psicológico contínuo, que vá além do primeiro acolhimento e garanta acompanhamento adequado às vítimas.

“Além da dor física de sofrer uma agressão, as vítimas também estão suscetíveis a problemas emocionais em decorrência da situação sofrida. A violência contra a mulher põe em grande risco a saúde mental das vítimas. Isso acontece por diversos motivos. Além da agressão psicológica, que diminui a sua autoestima, a mulher que é privada de relações saudáveis pode sofrer com ansiedade e depressão. A violência também pode causar na vítima o sentimento de culpa ou vergonha”, destacou Camila Toscano.

A parlamentar chama atenção ainda para a violência psicológica, que apesar de ser tipificada na Lei Maria da Penha como qualquer conduta que cause dano emocional e diminuição da autoestima, muitas vezes não resulta em punição.

O compromisso de Camila Toscano com a saúde mental também se reflete em outras iniciativas legislativas. É de sua autoria a Lei 12.104/21, que cria o Programa de Prevenção de Violências Autoprovocadas ou Auto Infligidas, voltado à prevenção da automutilação e das tentativas de suicídio. Além disso, a deputada também instituiu, por meio da Lei 11.152/2018, o Dia Estadual de Prevenção e Combate à Depressão na Paraíba.

Para Camila, cuidar da saúde mental é uma responsabilidade coletiva e um dever do poder público, especialmente quando se trata de mulheres que já enfrentam múltiplas formas de violência. “É preciso garantir acolhimento, tratamento e dignidade para quem mais precisa”, reforçou a deputada.

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