Mais de 400 homens das forças de seguranca realizam operação contra o crime organizado em várias estados
A Polícia Civil da Paraíba, por meio da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), deflagrou na manhã de hoje a Operação ARGOS.
A ação representa o golpe mais contundente desferido contra o narcotráfico interestadual nos últimos anos, resultando na desarticulação da cúpula liderada pelo indivíduo que se consolidou como o MAIOR FORNECEDOR DE ENTORPECENTES PARA TODO O ESTADO DA PARAÍBA E AS REGIÕES ESTRATÉGICAS DO SERTÃO DO PERNAMBUCO E CEARÁ. A ofensiva mobiliza um efetivo histórico de mais de 400 policiais civis e conta com o suporte do GAECO/MPPB, forças especializadas como o GOE, GOC, UNINTELPOL, Coordeam, as Delegacias de Repressão a Entorpecentes (DRE-JP e DRE-CG) e Delegacias estratégicas da 1ª, 2ª e 3ª Superintendências. No estado de São Paulo, a operação contou com o apoio fundamental da Polícia Civil paulista, por intermédio do DENARC/PCSP, do DEIC de São Bernardo do Campo/PCSP e do DEIC de Piracicaba/PCSP, além da colaboração das Polícias Civis da Bahia e Mato Grosso.
HISTÓRICO: O CERCO AO GIGANTE A investigação teve gênese em meados de 2023. Naquela ocasião, a DRACO e forças parceiras iniciaram uma sequência de apreensões recordes de carregamentos de entorpecentes em território paraibano. O cruzamento de dados de inteligência revelou que todas as cargas pertenciam a um único proprietário: JAMILTON ALVES FRANCO, vulgo “CHOCÔ”. A partir da análise dos aparelhos celulares apreendidos e da quebra de sigilos bancários, a Polícia Civil descortinou uma estrutura criminosa de poder financeiro abissal, que operava como uma verdadeira holding do crime interestadual. VIDA PREGRESSA E CONEXÃO COM A CÚPULA DO PCC O líder da organização, JAMILTON ALVES FRANCO (“CHOCÔ”), é natural de Cajazeiras/PB, mas migrou para o estado de São Paulo ainda na juventude. Sua trajetória no crime não foi linear; dentro do sistema prisional paulista, Franco ascendeu socialmente no submundo ao estabelecer conexões diretas com o Núcleo “Sintonia” do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A “Sintonia” é a cúpula máxima que dita as diretrizes operacionais e disciplinares da referida facção. Ao integrar-se a essa engrenagem de poder, “CHOCÔ” obteve a logística necessária para se tornar o principal hub de distribuição de cocaína e maconha para o Nordeste. Sua ascensão financeira foi meteórica: o paraibano, que outrora era um criminoso comum, passou a ostentar uma vida nababesca, com viagens luxuosas, veículos esportivos de alto padrão e uma rede de imóveis de luxo, tudo financiado pela dependência química de milhares de paraibanos.






