Luiz Couto propõe parceria com Sebrae para ampliar inclusão de pessoas neurodivergentes no turismo
Projeto Turismo Azul Inclusivo busca preparar pequenos negócios para receber pessoas autistas e suas famílias com mais segurança e acolhimento

O deputado federal Luiz Couto (PT-PB) apresentou, nesta quarta-feira (12), ao Sebrae, em Brasília, uma proposta de cooperação técnica para ampliar a inclusão de pessoas autistas e neurodivergentes no turismo. A iniciativa Turismo Azul Inclusivo pretende preparar micro e pequenos negócios para oferecer atendimento adequado, seguro e acolhedor a esse público e suas famílias.
Recebido pela Chefia de Gabinete da Presidência do Sebrae, Couto apresentou a proposta ao lado de Gustavo Passinato, responsável pelo projeto, e Leonardo Formentini, assessor parlamentar. A parceria, sem repasse de recursos financeiros, pretende unir a capilaridade do Sebrae junto aos pequenos negócios à metodologia especializada do Turismo Azul Inclusivo.
Um dos principais desafios apontados é a falta de previsibilidade enfrentada pelas famílias durante as viagens. A proposta prevê capacitação de equipes, comunicação alternativa, adaptação de cardápios e ambientes, mapas sensoriais e espaços de regulação, permitindo que hotéis, restaurantes, atrativos, agências e outros serviços estejam preparados para diferentes necessidades.
“Uma família não pode deixar de viajar porque não encontra um hotel, um restaurante, um atrativo ou um serviço preparado para receber seu filho. É preciso transformar conhecimento em acolhimento e criar condições para que essas famílias possam viajar com segurança, dignidade e tranquilidade”, afirmou Luiz Couto.
Destino-piloto
A proposta está estruturada em três frentes: capacitação dos profissionais do setor, adequação dos estabelecimentos e implantação de um destino-piloto, com duração aproximada de seis meses e indicadores que permitam avaliar os resultados e replicar a experiência em outros destinos brasileiros.
Durante a reunião, também foram relatadas experiências de famílias que enfrentaram dificuldades em viagens por falta de profissionais e estabelecimentos preparados. Couto destacou que essas situações mostram que acessibilidade vai muito além das adaptações físicas.
Para o deputado, a iniciativa também pode representar uma oportunidade de desenvolvimento para os pequenos negócios, que poderão ampliar seu público e conquistar a confiança das famílias.
“Acessibilidade não é apenas construir uma rampa. É compreender as diferentes necessidades das pessoas. Isso vale para um hospital, mas também para um hotel, um restaurante, um aeroporto ou qualquer espaço de convivência”, ressaltou.



