João Pessoa sob tensão: Protesto após morte de jovem trava trânsito e termina em confronto no Rangel
Manifestantes incendiaram veículo e bloquearam vias em Jaguaribe na manhã desta sexta-feira (9); PM utilizou balas de borracha para dispersar o grupo.

Por Redação – Um cenário de guerra tomou conta das imediações da comunidade Paulo Afonso, entre os bairros do Rangel e Jaguaribe, em João Pessoa, na manhã desta sexta-feira (9). O que começou como um pedido de justiça pela morte de um jovem de 22 anos escalou para um confronto direto entre moradores e a Polícia Militar, deixando o trânsito da capital paralisado por horas.
O estopim: morte em operação policial
A revolta da comunidade teve início após uma ação da Polícia Militar ocorrida nas últimas horas, que resultou na morte de um morador local. Familiares e vizinhos alegam que houve excesso por parte da corporação.
”Queremos apenas a verdade. Ele era um jovem da comunidade e a abordagem não poderia ter terminado assim”, afirmou um dos manifestantes que preferiu não se identificar.

Veículo incendiado e bloqueios
O protesto ganhou contornos dramáticos quando manifestantes atravessaram um carro na via e atearam fogo. Colunas de fumaça preta podiam ser vistas de diversos pontos da cidade. Pneus e entulhos também foram usados para interditar o fluxo de veículos, isolando uma das principais artérias de ligação da Zona Sul com o Centro.

Resposta das forças de segurança
Para conter o avanço do grupo e liberar as vias, a Polícia Militar utilizou munição de impacto controlado (balas de borracha) e bombas de efeito moral. O Corpo de Bombeiros foi acionado para combater as chamas do veículo incendiado e realizar a limpeza da pista.
A Semob-JP (Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana) orienta que os motoristas evitem a região, utilizando rotas alternativas pela BR-230 ou pelo bairro de Cruz das Armas.
O que dizem as autoridades
Em nota preliminar, a Polícia Militar informou que a operação que resultou na morte do jovem está sendo apurada e que a guarnição envolvida seguiu os protocolos de segurança ao responder a uma suposta agressão. Um inquérito deve ser instaurado para investigar as circunstâncias do ocorrido.
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