Comércio de Campina Grande deve registrar crescimento superior a 3% neste São João

O Maior São João do Mundo transforma a cidade como um todo e altera as rotinas do comércio. Ao mesmo tempo em que as ruas do Centro se enchem de bandeirolas e trios de forró animam o dia de trabalho, milhares de clientes visitam as lojas do varejo em busca da roupa e do calçado perfeitos, aproveitando também para comprar outros itens, como acessórios e produtos de beleza.
Este ano, a Prefeitura do município projeta que a movimentação econômica ultrapasse os R$ 816 milhões, cerca de 10% a mais que em 2025. Para o comércio, o aquecimento nas vendas nesse período inspira expectativas positivas. É o que afirma Eliézio Bezerra, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campina Grande:
“Nossa expectativa é sempre positiva, tendo em vista que essa é a nossa maior festa, o São João. Sem sombra de dúvida, a economia é aquecida, principalmente nos setores do comércio varejista, como moda, vestuário, calçados e beleza. Na verdade, todos os segmentos registram aumento nas vendas nesse período. Mesmo diante de um cenário nacional um pouco difícil e reprimido, quando chega o São João, as vendas se fortalecem. Estamos projetando um crescimento entre 3% e 5%, o que, para o momento, é um resultado muito positivo”, explicou.
Um dos fatores que justificam esse crescimento é o próprio consumidor, que opta por apoiar o comércio local. Nascida e criada em Campina Grande, a estudante de Direito Maria Clara Lopes frequenta assiduamente as noites no Parque do Povo e gosta de aproveitar tudo o que O Maior São João do Mundo oferece, desde comidas e bebidas até a experiência diferenciada dos shows em camarotes. Para compor seus looks, ela procura roupas, calçados e acessórios com antecedência.
“Todo ano faço alguns investimentos para o São João: sempre compro uma bota nova, acessórios e procuro seguir tendências de roupas, penteados e maquiagem. Por isso, acabo adquirindo peças novas só para a festa, além de muito spray fixador para a maquiagem e o cabelo — que precisam resistir à chuva. O que não pode faltar no meu São João é uma boa máscara de cílios à prova d’água, spray fixador e uma bota confortável para aguentar vários dias de festa.”
Em um momento em que se fala muito em compras pela internet, Maria Clara prefere consumir nas lojas do Centro, por acreditar que isso fortalece a economia local.
“Acho importante, sim. Quem mais conhece a festa da nossa cidade são as pessoas que vivem aqui nesse período, e o comércio local sempre acompanha e se adapta às tendências do São João”, concluiu.
Quem entende de tendência sai na frente na corrida pelas vendas. Mirelle Ferraz, gerente comercial da Arezzo, destacou que o comércio ainda está focado no Dia das Mães — uma das datas mais importantes do primeiro semestre —, mas já se prepara para junho. Ela, que já atuou na unidade do Centro e atualmente trabalha no shopping da cidade, percebeu que o carro-chefe da loja, as botas, vêm registrando boa saída desde fevereiro. Isso evidencia uma mudança no comportamento do consumidor, que está se antecipando para economizar e evitar imprevistos.
“Nosso estoque foi planejado para esse período. Temos percebido que os clientes estão se antecipando nas compras. O que também aquece o mercado são as festas juninas em cidades vizinhas. Além disso, realizamos diversas ações internas para impulsionar as vendas”, afirmou.
A movimentação do comércio durante o ciclo junino é apenas um dos inúmeros fatores que consolidam Campina Grande como sede d’O Maior São João do Mundo. É impossível visitar a Rainha da Borborema nesse período sem perceber a força econômica e cultural desse evento.
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