ALERTA DE SEGURANÇA: Casos de ‘stalking’ contra mulheres crescem 40% na Paraíba, aponta Anuário
Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública também revela alta expressiva no descumprimento de medidas protetivas de urgência no estado.
A Paraíba repercute os dados divulgados pelo novo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que acende um sinal de alerta vermelho sobre a violência contra a mulher no estado. Entre os indicadores de maior destaque e preocupação estão o salto de 40% nos registros de stalking (perseguição) e o aumento expressivo nos descumprimentos de medidas protetivas de urgência praticados por agressores.
Os números refletem tanto a persistência do ciclo de violência de gênero quanto um movimento de maior encorajamento das vítimas em buscarem a proteção das forças policiais e do Judiciário.
O avanço da perseguição e a violação de medidas
O crime de stalking — tipificado no Código Penal pelo Artigo 147-A como a perseguição reiterada que ameaça a integridade física ou psicológica, restringe a liberdade de locomoção ou invade a privacidade da vítima — apresentou uma das maiores altas registradas na seção de crimes contra a mulher na Paraíba.
Principais pontos destacados pelo levantamento:
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Perseguição (Stalking): O crescimento de 40% abrange tanto abordagens presenciais ostensivas quanto a violência digital (cyberstalking), com mensagens insistentes, monitoramento de redes sociais e uso de aplicativos de rastreio.
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Descumprimento de Medidas Protetivas: Houve uma alta expressiva nos casos em que o agressor ignorou a determinação judicial de se manter afastado da vítima. A violação da ordem judicial expõe as mulheres a riscos diretos de feminicídio e agressões físicas graves.
O que dizem especialistas e autoridades
Para especialistas em segurança pública e direito das mulheres, o aumento dos números reflete duas dinâmicas centrais:
“O crescimento nas estatísticas demonstra que as mulheres estão identificando a perseguição como um crime e denunciando mais cedo. Por outro lado, o alto índice de descumprimento das medidas protetivas reforça a necessidade de um monitoramento eletrônico mais rigoroso e de respostas céleres do sistema judicial para deter o agressor antes que o ato evolua para um crime letal.”
As autoridades de segurança da Paraíba reforçam que qualquer mulher em situação de perseguição ou ameaça deve procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou formalizar a denúncia de forma imediata através dos canais oficiais.
📞 Onde buscar ajuda na Paraíba
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Central de Atendimento à Mulher: Ligue 180 (gratuito, anônimo e disponível 24 horas).
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Polícia Militar: Ligue 190 (para situações de emergência ou flagrante descumprimento de medida protetiva).
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Delegacia Online da Paraíba: Permite o registro de Boletim de Ocorrência pela internet para diversos tipos de ocorrência.



