A TERRA É O ÚNICO INFERNO QUE OS SALVOS IRÃO SUPORTAR E O ÚNICO PARAÍSO QUE OS DESCRENTES IRÃO DESFRUTAR
Esta frase foi dita por Jonathan Edwards, um teólogo calvinista e filósofo, que viveu no século XVIII e que deixou um legado muito importante para o Cristianismo. A frase apresenta, de forma resumida, que os salvos passam por muitas aflições, perseguições e sofrimentos neste mundo, por serem discípulos de Cristo. Enquanto que os não salvos, independentemente da condição financeira, a terra é um paraíso para eles, porque o que lhes espera na eternidade, será sofrimento eterno.
Jesus advertiu os cristãos que no mundo eles teriam aflições, mas tivessem bom animo porque Ele venceu o mundo por eles. Paulo esclarece que as adversidades na vida do cristão contribuem para o seu bem (Rm 8.28). Paulo também mostra que os sofrimentos do cristão nesta vida são temporários e não se comparam com a glória eterna que ele terá no céu. Ele diz: “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” Rm 8.18.
Portanto, os crentes passarão por aflições neste mundo, mas lhe espera um futuro glorioso no céu, que será eterno. Por outro lado, quem rejeitar Jesus, enfrentará o juízo final e será condenado à morte eterna, quando ficará afastado de Deus, em sofrimento, por toda a eternidade. Por essa razão, Jonathan Edwards ter afirmado que “A terra é o único inferno que os salvos irão suportar e o único paraíso que os descrentes irão desfrutar”. Muitos milionários que priorizam o material em detrimento ao espiritual, têm feito o seu céu aqui na terra e vivem nababescamente. Contudo, isso é efêmero e, um dia, eles partirão para a eternidade e se depararão com o inferno que os espera (Mt 25.41) e verão que apostaram todas as suas fichas no material e negligenciaram o espiritual.
Jesus contou a parábola do rico insensato, em que a sua propriedade produziu muito alimento e seus armazéns não comportava. Ele disse que iria construir novos armazéns para armazenar toda a produção, porque tinha fartura para muitos anos. Então disse a si mesmo: “alma minha, tens em deposito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e folga” Lc 12.19. Esse homem confiava na riqueza material e não valorizava a vida espiritual. Jesus disse com relação a atitude dele: “Louco! Esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado, para quem será? Lc 12.20. Aquele homem morreu naquela noite e findou o seu paraíso na terra. Jesus disse que não adiante ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma.
Jesus disse que devemos buscar primeiro o reino de Deus e a sua justiça e as demais coisas seriam acrescentadas. Isto é, buscar primeiro o espiritual e o material virá por consequência (Mt 6.33). E também disse para investir nas coisas espirituais: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam“ Mt 6.19,20. Deve-se investir nas coisas espirituais porque os rendimentos são de grande valor e eternos, enquanto os investimentos nas coisas materiais têm baixa rentabilidade, são passageiros e não transcendem ao mundo espiritual.
A alma é o bem mais valioso que o ser humano possui e está condenada à morte eterna, devido ao pecado. Jesus veio salvar o homem desse destino cruel na eternidade. Quem aceita Jesus tem os pecados perdoados e irá morar no céu, após a morte física. E quem O rejeitar, terá a morte eterna.
Em suma, a morte do crente em Cristo é o fim do seu sofrimento na terra e o início de uma vida de felicidade eterna no céu. Já o descrente goza os prazeres que o mundo oferece, onde a terra é o seu “paraíso de felicidade” que finda com a sua morte. Uma vez morto, o seu espirito enfrentará o juízo final e será condenado à morte eterna, por ter desprezado a salvação em Cristo. Seja sábio, aceite a Jesus e troque o seu efêmero paraíso terráqueo pelo eterno paraíso de felicidade na presença de Deus.
No amor de Cristo, José de Arimatéa M Lucena

