
Joelison Fernandes da Silva, conhecido como Ninão, com 2,37 metros de altura, é o homem mais alto do Brasil. Ele voltou a andar após receber próteses feitas especialmente para seu tamanho e peso, marcando um avanço na sua reabilitação após a perda das duas pernas por complicações de saúde.
O Fantástico acompanhou os primeiros passos de Ninão com os novos equipamentos, feitos especialmente para suportar seu peso de cerca de 185 kg. A rotina de Ninão sempre exigiu adaptações, como a cama e os sapatos, que precisaram ser feitos sob medida.
Ninão teve uma infância tranquila até os 8 anos, quando começou a crescer rapidamente. Sua mãe, Divanilda Fernandes da Silva, percebeu a diferença quando ele ultrapassou a altura do irmão mais velho. Aos 10 anos, já tinha 1,70 m, igualando a altura do pai. Aos 14, chegou a 1,96 m e foi diagnosticado com gigantismo, causado pela produção excessiva do hormônio do crescimento.
Em geral, o gigantismo está relacionado a um tumor benigno que deve ser removido, mas Ninão adiou a cirurgia devido ao medo na adolescência. Aos 21 anos, media 2,29 m e, após a operação, cresceu mais 8 cm, alcançando 2,37 m e passando a ser reconhecido como o homem mais alto do país.
O excesso do hormônio também causou resistência à insulina, levando Ninão a desenvolver diabetes e, posteriormente, uma infecção grave em um dos ossos das pernas. A primeira amputação foi em 2021. Em 2022, ele já conseguia dar alguns passos com uma prótese recebida em João Pessoa.
Em 2024, a infecção atingiu a outra perna, levando à segunda amputação. Desde então, Ninão busca recuperar autonomia e mobilidade.
Para conseguir novas próteses, Ninão lançou uma campanha nas redes sociais, e uma clínica de Sorocaba (SP) atendeu ao pedido, iniciando a produção. A viagem da Paraíba até São Paulo exigiu cuidados, mas o trajeto foi realizado com sucesso.
Na clínica, foram feitos moldes de gesso a partir do corpo de Ninão e testes de resistência para garantir que as próteses suportassem seu peso. Os pés das próteses foram testados na Rússia para aguentar até 700 quilos.
Cada prótese pesa cerca de seis quilos, com pés de 38 cm, tamanho 60, com estrutura reforçada. O encaixe inicial é feito com molde acrílico, que será substituído por fibra de carbono, e a capa de borracha com dedos separados permite o uso de sandálias e chinelos.
Ninão considerou as próteses confortáveis ao experimentar e iniciou treino de equilíbrio e caminhada entre barras paralelas. A fisioterapeuta Bárbara avaliou que ele já tem força para se manter estável, e o principal objetivo é retornar às atividades anteriores.
Durante a reabilitação, ele treinou com pesos e obstáculos, fez exercícios com bola e tentou embaixadinhas segurando-se nas barras. Ele comemorou os avanços e pretende voltar a praticar esportes adaptados, após ter integrado a Seleção Brasileira entre 2022 e 2024.
A mãe, Divanilda, acompanhou emocionada os primeiros passos do filho e destacou sua independência e capacidade para realizar diversas atividades. Para Ninão, poder ficar em pé novamente representa liberdade.
Créditos: g1





