PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS – Clube Náutico Sanhauá
Sérgio Botelho – Neste domingo
falamos sobre a Flotilha de Snipes da Paraíba, empreitada voltada para o
esporte náutico que terminou num clube instalado em Manaíra. A agremiação foi
gestada nas dependências de um certo Clube Náutico Sanhauá, na rua Duque de
Caxias.
Por sinal, muitos dos dirigentes do
Náutico pessoense passaram a fazer parte da administração do Snipes. As cores
eram as mesmas: vermelho e branco. Não precisa ir muito longe para identificar
a inspiração do Clube Náutico Sanhauá.
Desde o início do Século XX que foi
criado em Recife o Clube Náutico Capiberibe, igualmente alvirrubro. No caso do
pessoense, o elemento animador em Pernambuco, o rio Capiberibe, foi substituído
pelo nosso rio Sanhauá.
O Clube Náutico Sanhauá foi fundado
em 22 de julho de 1946, segundo os Estatutos publicados em três edições de A
União, as de 17, 18 e 25 de agosto daquele mesmo ano. A Lei municipal nº 66, de
28 de setembro de 1948, deu ao Sanhauá o status de entidade de utilidade
pública.
Para se ter uma ideia das
pretensões esportivas do clube, os Estatutos previam a possibilidade de o sócio
“filiar ao clube embarcações, aviões, automóveis, bicicletas, motocicletas etc
podendo usar nos mesmos a flâmula Oficial”.
A União de 4 de setembro de 1948,
por exemplo, noticia em principal matéria de capa que o ciclista José Medeiros
de Almeida, pertencente à equipe do Clube Náutico Sanhauá, venceu a corrida de
ciclistas dentro da programação da Semana da Pátria.
A União de 9 de novembro de 1949
publicou nota, em 2ª Convocação, para uma assembleia geral extraordinária em
nome do Clube Náutico Sanhauá e do Botafogo Futebol Clube visando a fusão entre
as duas agremiações. O mesmo novembro em que nasceu o Snipe.
A imagem, criada por IA, é
provavelmente do escudo do Náutico Sanhauá, observada a minuciosa descrição
contida nos Estatutos.
Sérgio Botelho é jornalista,
escritor, memorialista e membro do IHGP.




