COLUNASÉRGIO BOTELHO

PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS –  O Clube Boêmios Brasileiros

Sérgio Botelho – Outro clube que marcou época na Rua Duque de Caxias (antiga Rua Direita) foi o Boêmios Brasileiros, que por cerca de duas décadas existiu na altura do Ponto de Cem Reis, no trecho onde também marcou época o Café Alvear.
Uma notícia de A União, edição de 15 de março de 1932, anunciava uma reunião do Boêmios na agitada rua São Miguel, no Varadouro. A matéria é fonte segura de que o clube nasceu naquela região, na vizinhança do Esquadrilha V.
Contudo, a mesma A União, na edição de 9 de fevereiro de 1934, véspera do Sábado de Carnaval, já se referia à sede do clube na Rua Duque de Caxias. A matéria tecia elogios à decoração do clube para a festa momesca.
Por sinal, os carnavais do Boêmios Brasileiros, segundo comprovam as notícias de jornais da época, eram cercados de um brilho bem particular, sendo ponto alto entre as mais marcantes festividades promovidas pelo clube.
No corso, o Boêmios era atração aguardada, com seu estandarte à frente e carro alegórico ricamente adornado. O corso era um desfile pelas ruas que enfileirava veículos, decorados ou não, de empresas, associações, clubes, famílias, grupos e blocos organizados.
Em 1952, o Boêmios Brasileiros foi o grande vencedor da Primeira Noite do Passo (leia-se frevo), que incluía o desfile alegórico, evento promovido pelo governo José Américo e pelos Diários Associados de Assis Chateaubriand.
O apelo feito pelos organizadores da Noite do Passos era o de “prestigiar o carnaval de rua {em João Pessoa} que estava prestes a desaparecer”, conforme A União de 15 de fevereiro do referido ano, a 7 dias do sábado de Carnaval.
(Melhorada por IA, a foto mostra o Corso, na Duque de Caxias. O Boêmios ficava num desses prédios de primeiro andar, à esquerda da foto, na altura do Ponto de Cem Reis).
Sérgio Botelho, jornalista, escritor e memorialista.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo