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PARAHYBA E SUAS HISTÓRIAS – Na Rua Direita, os primeiros cinemas da cidade

Sérgio Botelho – A primeira exibição de imagem em movimento, por meio de uma recém-criada tecnologia de nome cinematógrafo, na cidade da Parahyba, aconteceu na Rua Nova, em 28 de julho de 1897, em plena Festa das Neves.
O responsável pela exibição foi o italiano Nicola Maria Parente, residente na cidade, e dono da Photographia Vesúvio, além de dentista, que, pouco depois, se mudou para o Pará. Em 1902, exibições itinerantes chegaram a usar o Teatro Santa Roza, segundo o trabalho acadêmico “A chegada do cinema na Parahyba do Norte”.
De acordo com as autoras, todas pós-graduadas, Elisa Beatriz Carneiro Oliveira, Marcele Trigueiro de Araujo Morais e Mariana Fialho Bonates, houve igualmente exibições na Rua Maciel Pinheiro, pela empresa Lourenço Caiofo, em 1908.
Segundo o site Science+MediaMuseum, o Cinématographe podia ser levado para qualquer lugar, seja para filmar ou para usar como projetor, sendo necessária uma casa de lâmpada mágica com iluminante a gás ou luz de cal, essa última, muito usada em teatros.
Assim, não exigia luz elétrica, luxo do qual a Parahyba só foi usufruir em 1912. Porém, em 1910 foi instalado na capital paraibana a sua primeira sala fixa de cinema, o Cine Pathé, na Duque de Caixas, a velha Rua Direita. Um ano depois, foi a vez do Cine Rio Branco, também na Direita.
(Em tempo: no início do Século XX já eram vendidos motores a gasolina ou petróleo ligados a dínamo, possíveis de serem utilizados em cinemas. Não encontrei informação definitiva de que tenham sido particularmente adquiridos por aqui em 1910 e 1911).
(Foto: Cine Rio Branco, onde depois foi o Cine Rex, publicado no trabalho acadêmico “As colunas ‘Telas e Palcos’, ‘Cinema e Filmes’ e ‘Cinema’, do jornal A União”, de Shirley Targino Silva, que reproduz publicação do livro Coisas De Cinema – Flash Back De Um Exibidor De Provincia, de Múcio Leal Wanderley).

Sérgio Botelho, jornalista, escritor e memorialista.

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