O eleitor independente e o discurso sobre o tarifaço
O candidato da extrema direita brasileira vem perdendo apoio entre os eleitores independentes, aqueles que procuram se afastar das paixões partidárias e da idolatria por lideranças políticas que protagonizam a polarização do cenário eleitoral nacional.
Sua atuação em relação ao chamado tarifaço imposto pelos Estados Unidos tem sido alvo de críticas. Primeiro, por participar de reuniões com integrantes do governo norte-americano e adotar um discurso considerado radical por seus adversários. Depois, por defender que a entrada em vigor das tarifas fosse adiada para depois das eleições, posição que pode ser interpretada como uma demonstração de concordância com a medida, desde que seus efeitos políticos fossem postergados.
Após o anúncio oficial das tarifas, em vez de concentrar sua manifestação na condenação da medida adotada pelos Estados Unidos, o candidato compartilhou a carta do secretário de Estado, Marco Rubio, direcionando suas críticas principalmente ao presidente Lula. Essa postura revela uma excessiva sintonia com o governo Trump e transmite uma imagem de subordinação aos interesses norte-americanos, em um tema que envolve diretamente a economia e a soberania do Brasil.
Atitudes dessa natureza contrastam com o patriotismo que se espera de quem pretende governar o país. É nesse contexto que pesquisas de opinião têm indicado dificuldades para o candidato junto aos eleitores independentes, que demonstram preocupação com a defesa da soberania nacional e com a condução das relações do Brasil com outras potências. E a campanha nem começou oficialmente. Imaginem o que ainda vem pela frente com o viralatismo cada vez mais se tornando característica maior do seu comportamento politico.
Rui Leitão

