Do Norte ao Sul do Brasil, motorhomes encontram parada obrigatória no Maior São João do Mundo
Com a casa sobre rodas, turistas percorrem milhares de quilômetros para viver de perto a tradição junina de Campina Grande.
Nem mesmo a distância é capaz de diminuir o desejo de viver de perto o Maior São João do Mundo! Nesta edição da festa, turistas de diversos estados do país escolheram uma forma diferente de chegar a Campina Grande: viajar de motorhome, veículo adaptado para funcionar como uma verdadeira casa sobre rodas, reunindo espaços para dormir, cozinhar e viver durante a viagem. Estacionados aos arredores do Açude Velho, um dos principais cartões-postais da cidade, os veículos transformaram a paisagem e chamaram a atenção de quem passa pelo local, revelando mais uma face do turismo impulsionado pelos festejos juninos.
De Guarulhos, em São Paulo, José dos Santos e Vera estão entre os viajantes que fizeram do São João de Campina Grande uma parada obrigatória. Eles tem 16 anos de história na estrada e estão acostumados a passar cerca de dez meses por ano na estrada, eles chegaram após uma passagem por Caruaru, no Pernambuco, mas decidiram permanecer mais tempo na Rainha da Borborema pela riqueza cultural encontrada na festa. “A gente não veio atrás de show. Show tem em todo lugar. Viemos para ver as quadrilhas, viver essa cultura, e aqui conseguimos acompanhar várias apresentações”, conta José. O casal destaca, no entanto, que Campina Grande tem potencial para receber um número ainda maior de motorhomes. Segundo ele, uma estrutura com pontos de abastecimento de água e energia, semelhante à existente em outros grandes eventos do país, facilitaria a permanência dos viajantes. “Nosso motorhome consome cerca de cinco quilowatts de energia por noite e tem autonomia de aproximadamente 500 litros de água, o que garante alguns dias de viagem, mas um ponto de apoio faria toda a diferença”, explica. José lembra ainda que encontrar um espaço para estacionar no Açude Velho exigiu paciência. “Foi na espera. Um amigo avisou quando uma vaga desocupou e conseguimos encostar. Se tivesse mais espaço, tenho certeza de que muito mais motorhomes viriam para Campina Grande.”
A recepção encontrada na cidade também conquistou Vera. Para ela, viver em um motorhome exige adaptação, mas oferece uma liberdade que compensa qualquer desafio. “Meu apego é estar na estrada”, resume. Ao comparar os dois maiores festejos juninos do país, ela não hesita em escolher Campina Grande. “Pela cultura, pela limpeza, pelo acolhimento e pela organização. Está tudo muito bem preparado”, afirma. O casal pretende permanecer na cidade por cerca de dez dias, aproveitando cada detalhe da programação.
Quem também realizou um sonho antigo foi Emerson Silva, de Santa Catarina, que chegou acompanhado da esposa, Nelsi Maria, logo no início da programação e decidiu permanecer praticamente durante toda a festa. Apaixonado pela cultura junina, Emerson já foi campeão de quadrilhas em Mato Grosso do Sul e na região Centro-Oeste, ele afirma que conhecer o Maior São João do Mundo estava em seus planos há mais de uma década. “Assim como o Maracanã é referência para o futebol, Campina Grande é a capital mundial do forró e das festas juninas”, define. Há 17 dias na cidade, ele pretende permanecer até o encerramento da festa, totalizando cerca de 33 dias em Campina Grande. Ao elogiar a organização do evento, Emerson acredita que a criação de um ponto oficial de apoio para motorhomes, com fornecimento de água, energia e espaço adequado para estacionamento, colocaria a cidade definitivamente na rota nacional desse segmento turístico. Segundo ele, mais de 80 motorhomes já passaram pelo Açude Velho desde o início da festa, número que pode chegar a cerca de 180 até o encerramento. “Se Campina Grande divulgasse oficialmente um ponto de apoio para motorhomes, acredito que poderíamos ter mais de 500 veículos ao mesmo tempo e uma rotatividade de milhares de visitantes durante o período do São João”, projeta ele.
Para Emerson, além de fortalecer o turismo, esses viajantes permanecem por vários dias na cidade e movimentam supermercados, feiras, postos de combustíveis, farmácias, restaurantes, o artesanato e diversos setores da economia local. Inclusive, entre os viajantes que permanecem por mais tempo, a convivência diária criou uma verdadeira comunidade. Em tom de brincadeira, eles dizem morar em um “condomínio” às margens do Açude Velho, onde Emerson foi eleito o “síndico”, há até “tesoureiro” e outras funções simbólicas. Longe de casa e das próprias famílias, os motorhomeiros encontraram uns nos outros uma nova família, compartilhando experiências, ajudando uns aos outros e reforçando o espírito de união.
Depois de sete anos viajando pelo Brasil, Das Dores e o esposo Barbosa, do Piauí, decidiram realizar o sonho de passar o São João em Campina Grande. Acostumada às festas juninas piauienses, ela se surpreendeu com a grandiosidade da programação campinense. “Eu não imaginava que eram 33 dias de festa. Isso aqui é uma bênção”, comenta. Encantada também com o clima da cidade, bem diferente do calor intenso de Teresina, Das Dores afirma que viajar exige, acima de tudo, desapego. “O mundo está cheio de gente boa. Onde a gente chega encontra acolhimento”, diz, incentivando outras pessoas a conhecerem o país sobre rodas.
Vindos do Pará, Roseane e Gilberto também prolongaram a estadia depois de se encantarem com Campina Grande. O casal, que faz sua primeira grande viagem de motorhome, chegou com o objetivo de conhecer o Maior São João do Mundo, mas acabou descobrindo muito mais do que esperava. “Viemos pela festa, mas encontramos uma cidade organizada, segura, acolhedora e com um clima maravilhoso”, conta Gilberto. Hospedados às margens do Açude Velho, eles destacam que o turismo em motorhome também movimenta a economia local. “A gente compra no supermercado, vai à farmácia, abastece, faz refeições, consome dentro da festa. A única diferença é que não dormimos em hotel”, explica. Assim como outros viajantes, eles defendem que uma estrutura permanente de apoio incentivaria ainda mais visitantes a incluírem Campina Grande em seus roteiros pelo Brasil.
Enquanto uma estrutura específica para motorhomes ainda é um desejo compartilhado por muitos viajantes, os turistas que estão estacionados no entorno do Açude Velho contam com o apoio do Museu Digital SESI e de comércios próximos, que tem ajudado com o abastecimento de água e energia para parte dos veículos durante a estadia. Ainda assim, a maioria dos motorhomes é equipada para longas viagens, com reservatórios próprios para armazenamento de água, baterias de alta capacidade e, em muitos casos, sistemas de placas solares, garantindo autonomia por vários dias na estrada. A combinação entre essa infraestrutura embarcada e a hospitalidade encontrada em Campina Grande tem feito da cidade uma parada cada vez mais atrativa para quem escolhe conhecer o Brasil sobre rodas.
*Ministério da Cultura, Brahma, Betano e Petrobrás apresentam “O Maior São João do Mundo”.*
*Patrocínio:* Br mania, Porto ,Bradesco, Natura, Sempre Livre,Ballantines, Ifood, Governo da Paraíba, Proxxima, Redepharma, Salon Line, Primor, Seara, Alpargatas, Matuta, Azul linhas aéreas, Indaiá, Brasil Gás, Quero, Assaí, Energisa, Sazon, São Braz, Magalu, Ballena, Carefree, O.B, Beats, Pepsi, Sua Musica e Ministério do Turismo.
Lei de incentivo à cultura, Lei Rouanet.
“Tem Patrocinio, tem Governo Do Brasil”
Realização: Arte Produções, Prefeitura Municipal de Campina Grande e Governo do Brasil
Texto: Bruna Messias/Arte Produções



