Luiz Couto aciona PGR para investigar ligação de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro por supostos crimes financeiros

O deputado federal Luiz Couto protocolou,nesta quarta-feira (13), um ofício na Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando a apuração de fatos divulgados pela imprensa envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Ele pede que a PGR avalie possíveis crimes financeiros, eleitorais, lavagem de dinheiro, corrupção, tráfico de influência e eventual organização criminosa.
O documento foi encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, citando reportagens do The Intercept Brasil, da CNN Brasil e da Associated Press sobre supostas tratativas financeiras para o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, que indicariam transferências de cerca de US$ 10,6 milhões (aproximadamente R$ 61 milhões) entre fevereiro e maio de 2025 para financiar o projeto audiovisual.
Na representação, Luiz Couto também solicita análise sobre medidas cautelares, incluindo apreensão de passaporte e proibição de saída do país, caso existam requisitos legais.
O parlamentar requer ainda perícia oficial nos áudios e documentos divulgados, preservação de provas digitais, rastreamento do fluxo financeiro e eventual investigação da Polícia Federal.
Couto afirma que o pedido não representa condenação antecipada e destaca que Flávio Bolsonaro negou irregularidades, alegando que o caso envolveria apenas busca de patrocínio privado para a produção cinematográfica. Mesmo assim, o deputado defende “apuração rigorosa, técnica e independente” diante da gravidade dos fatos divulgados.
“A sociedade brasileira exige seriedade, técnica e independência na apuração de denúncias envolvendo autoridades públicas. O que se requer é a apuração rigorosa, isonômica e juridicamente fundamentada dos fatos, com a adoção das medidas necessárias para garantir a integridade da investigação e a confiança da sociedade nas instituições”, defendeu o parlamentar.
O deputado acrescentou ainda que “ninguém está acima da lei” e que todas as autoridades públicas devem se submeter ao controle das instituições democráticas e aos mecanismos legais de fiscalização.



