PRF alerta: acionamento imediato após acidentes é vital para a sobrevivência nas rodovias da Paraíba
Dados revelam que o "tempo invisível" de 12 minutos antes do chamado é o maior gargalo no socorro. Unidade de Resgate da PRF na Grande João Pessoa é estratégica para garantir a "hora de ouro"

Em situações de trauma nas rodovias federais, cada segundo é um divisor de águas entre a vida e a morte. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Paraíba alerta aos usuários das rodovias que cortam a Grande João Pessoa: a rapidez no acionamento das equipes de emergência é o fator determinante para a eficácia do socorro.
Um levantamento técnico realizado pela instituição entre janeiro e abril de 2026, com foco na BR-101 e na BR-230, revelou que o maior desafio das equipes de resgate não é o deslocamento, mas o tempo que a sociedade leva para comunicar o acidente.
Os dados mostram que, em média, transcorrem 12 minutos e 28 segundos entre o impacto do veículo e o efetivo pedido de socorro. Esse intervalo, chamado de “tempo invisível”, é o período em que a vítima permanece totalmente desassistida.
O sistema é eficiente, mas ele precisa começar cedo. Quando o socorro demora a ser chamado, a vítima perde os minutos mais preciosos da chamada ‘hora de ouro’, o período crítico para intervenções médicas que evitam sequelas graves ou óbitos.
Na Região Metropolitana de João Pessoa, a Unidade de Resgate (UR) da PRF desempenha um papel fundamental. Atuando em trechos de alta densidade de tráfego, como o corredor entre Cabedelo e Santa Rita, a UR garante que o suporte avançado chegue ao local em cerca de 13 minutos após o chamado.
A presença dessa unidade especializada permite que decisões técnicas complexas, como controle de hemorragias e estabilização de coluna, sejam tomadas ainda na rodovia. No período analisado, a equipe de resgate foi acionada em mais de 80% dos sinistros.
Mesmo com a eficiência das equipes, o ciclo total do sinistro de trânsito (acidente) à chegada ao hospital tem levado, em média, 1 hora e 2 minutos, sendo 25 minutos somente para o resgate na cena do sinistro. O tempo total é estendido tanto pela demora no acionamento quanto pela distância física até os hospitais de trauma. Por isso, a prontidão de quem presencia o acidente é o elo mais importante da corrente de sobrevivência.
Como agir em caso de sinistro (acidente) de trânsito?
A PRF orienta que, ao presenciar ou se envolver em um acidente com vítimas, o cidadão deve:
Garantir a própria segurança: Sinalizar o local para evitar novos acidentes.
Ligar imediatamente para o 191: O telefone de emergência da PRF funciona 24h e é gratuito.
Fornecer localização precisa: Informar o KM da rodovia e pontos de referência agiliza a chegada da Unidade de Resgate.
A Unidade de Resgate da PRF opera por meio de um acordo de Cooperação Técnica com a Prefeitura Municipal de João Pessoa/PB, por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde do município. A integração operacional no atendimento pré-hospitalar entre o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU e a PRF, é fundamental para o socorro às vítimas de sinistros de trânsito nas rodovias federais da Região Metropolitana.



